CHUCRUTE DANÇA CHOPE E DETERMINAÇÃOI

CHUCRUTE DANÇA CHOPE E DETERMINAÇÃOI
UM LIVRO SOBRE A COLONIZAÇÃO ALEMÃ NO BRASIL COM FOCO EM JUIZ DE FORA Luiz Antonio Caixeiro Stephan 45 Anos dedicado ao comércio e indústria de carnes. Atuou como: -Presidente e Diretor da Associação Comercial de Juiz de Fora -Presidente e Diretor do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora. - Diretor da Federação do Comércio de Minas Gerais -Diretor Geral do Instituto Cultural Friederich Von Shiller - Diretor do Centro Folclórico Teuto Brasileiro -Diretor da Associação Cultural e recreativa Brasil- Alemanha.

sábado, 10 de setembro de 2011

TRECHOS DO LIVRO

BREVE HISTÓRIA DA ALEMANHA
 A COLONIZAÇÃO ALEMÃ NO BRASIL E EM JUIZ DE FORA
 A CULTURA ALEMÃ
 AS FESTAS POPULARES DA COLÔNIA EM JUIZ DE FORA

A História é uma grande loja para minha fantasia e os sujeitos devem adaptar-se e tornar-se, em minhas mãos, o que quero que eles sejam.

Friederich Von Shiller

O ENTRELACE DE FAMÍLIAS

EXEMPLO: FAMÍLIAS STEPHAN E SHÄFER

Durante o período de colonização foi comum o enlace matrimonial de pessoas que pertenciam à mesma origem, talvez pelos costumes, língua, e outros fatores culturais, mas a partir da segunda geração houve uma magnífica miscigenação e atualmente essa integração é total.
Ao criar um exemplo, escolhi minha família a partir do casamento de Jacob Stephan e Anna Shäfer (Anna Stephan).
Encontramos laços desde a origem no distrito de Neckar-Odenwald, na região administrativa de Karlsruhe, estado de Baden-Württemberg, Alemanha.
Somente quatro quilômetros separavam as duas famílias em seu berço, vieram para o Brasil na mesma época com poucos dias de diferença no embarque, alguns vieram juntos no mesmo navio e posteriormente as duas famílias se juntam num casamento como veremos.


QUE ACONTECEU COM A CULTURA ALEMÃ EM JUIZ DE FORA?

Alguns fatos surgiram e inibiram fortemente a cultura alemã em Juiz de Fora, que ficou restrita por muitos anos nas casas e na memória das pessoas. Fatores esses ocorridos em função de questão política e de estranhamento, que veremos.
Em função do que serão expostas, durante longo período essas manifestações foram silenciadas.
O governo alemão proibiu em 1859, um ano depois do início da colonização em Juiz de Fora, a emigração para o Brasil em projetos de colonização devido a diversos problemas:
A viagem era temerária, os emigrantes às vezes tinham de esperar cerca de dois meses no porto de Hamburgo em condições precárias, onde inclusive ocorriam óbitos.
Os passageiros embarcavam nos navios, em viagens que poderiam durar cerca de três a quatro meses e as pessoas viajavam espremidas, com alimentação deficiente e má higiene, havendo inúmeros óbitos por causa de epidemia e muitos morriam ao chegar ao Brasil, por causa de doenças tropicais.
Os alemães sofreram para se adaptar ao clima brasileiro, ao idioma e às novas condições de vida primitivas.
Em alguns casos, aqui chegavam e por não estarem suas terras demarcadas, ficavam alojados em prédios ocupados antes por escravos, aguardando durante meses o assentamento em seus lotes por isso surgiam muitas brigas.
O isolamento das colônias também dificultava porque faltava acesso médico para doenças ou partos. A situação precária para sobrevivência causava muita decepção e desgosto, pois não eram as perspectivas que tinham quando decidiram emigrar. As promessas de que iriam para o "paraíso" aumentavam o sofrimento, quando estavam frente a frente a matas fechadas para derrubarem a machado, onde inclusive as mulheres ajudavam.
A espera pelo cumprimento de promessas como o desenvolvimento da região com a construção de vias de acesso e a promessa de subsídio com dinheiro ou instrumentos de trabalho (ferramentas, sementes, gado, material de construção) não foram cumpridas na maior parte das colônias alemãs.
A liberdade de culto de religião, apesar de declarada, era somente tolerada, pois ia contra a constituição brasileira. Para tanto, os imigrantes protestantes não poderiam construir prédios que tivessem a aparência de igreja, como usando sinos e cruzes.
Em Juiz de Fora as terras recebidas pelos imigrantes eram simplesmente "ingratas": secas e ácidas, sem capacidade de boa produção de alimentos para a própria subsistência. Até descobrirem quão inférteis eram aquelas terras, já haviam investido trabalho, sementes e tempo ao tentar cultivá-las, e entre a espera da colheita e a frustração de não conseguir colher nada, passavam fome.

FESTAS ALEMÃS DE 1990 E 1991
A reforma da igreja de São Vicente de Paulo, principalmente o telhado, foi o ponto de partida para a realização da festa alemã de 1990, que permitiu o início de um ciclo de valoração e resgate ao público da cultura alemã em Juiz de Fora de forma mais definitiva.
Durante o Ano de 1989, o presidente do conselho pastoral da igreja, Luiz Chinelato via se arrastar já por muito tempo as obras no templo e com o apoio dos paroquianos, decidiu realizar uma quermesse com a finalidade de arrecadar os recursos necessários.
A comunidade do Borboleta que era contumaz em festas de barraquinha, almoços e outras ações dirigidas a estabelecer fundos assistenciais e buscaria nessas ações os recursos.
Chinelato então foi à busca de apoio junto ao açougue “Stephan”, à Rua Batista de Oliveira, na pessoa do empresário Luiz Antonio Stephan, o que desencadeou um processo que culminou com a realização da festa alemã em setembro de 1990.
Uma coincidência de fatores determinou que fosse o momento certo para surgir a idéia de se realizar esse evento:
-O empresário tinha afetividade com o Borboleta, pois, ali estava a origem de sua família. Haviam lembranças e pessoas relacionadas.
-Naquele momento acontecia uma onda revolucionária que varria o Bloco do Leste e determinava o fim do comunismo nesses países, acontecendo, então a derrubada do “muro de Berlin”. Isso colocava a cultura Alemã em evidência em todo o mundo e os fatos eram amplamente divulgados na imprensa do Brasil.
-Os Sócios da empresa Stephan (Luiz Antonio e Edgard Danilo Alves da Silva) desenvolviam desde uma visita a feiras e frigoríficos na Alemanha em 1986, diversos produtos inspirados nesse país que procuravam adaptar ao gosto brasileiro. Isso facilitaria a formação de um cardápio para ser servido numa festa alemã.
-Existia, de forma latente e reprimida, na comunidade alemã do Borboleta o desejo de expor sua cultura de origem.
Quando a proposta foi feita pelo empresário, Chinelato aderiu de pronto e a levou à comunidade que se mostrou favorável.
No primeiro encontro entre o empresário e os dirigentes da pastoral da igreja foi exposta a idéia e apesar da relutância de alguns participantes que se lembraram de problemas nas festas 1969/1972/1975, a aprovação da realização do evento foi unânime e o entusiasmo surgiu forte.

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