ÀS LAVADEIRAS DA COLÔNIA

ÀS LAVADEIRAS DA COLÔNIA.

Durante muitos anos, até a década de 1960, mais ou menos, Juiz de Fora, conviveu com a presença marcante das compridas carroças de quadro rodas, puxadas por cavalos e cheia de trouxas de roupas.

Os colonos alemães, não tiveram vida fácil.

Ao saírem de seu País (ou seja, de seu ecossistema e de seu contexto cultural) e se deslocarem para uma terra estranha, habitada por pessoas de fenotipía, costumes e línguas diferentes e não encontrando aqui o que fora prometido perderam a motivação.

Tinham muita saudade de sua terra natal e muitas vezes não encaravam bem a frustração das promessas não cumpridas e as dificuldades aqui encontradas.

Passavam sérias dificuldades financeiras e de subsistência, então, AS MULHERES ALEMÃS foram à luta.

Tornaram-se “LAVADEIRAS”.

Em certo dia, lembrando reminiscências com um amigo, que nada tinha a ver com a origem alemã, ele me disse que ,quando via aquelas mulheres entregando trouxas de roupas lavadas , nas casas do centro da cidade, enxergava um exemplo de perseverança e de luta pela sobrevivência e ele tinha razão.

Os Juiz-foranos mais antigos com certeza, vão se lembrar dessas carroças, apinhadas de trouxas atravessando as ruas de Monte Castelo e Bairro Fábrica ou do Jardim glória para chegar ao centro da cidade.

Lavar roupa “para fora”, trabalho pesado, não era, com certeza, uma atividade lucrativa, mas com essa atividade permitiram a sobrevivência de muitas famílias.

A elas, nosso carinho, respeito e homenagem.

sábado, 10 de setembro de 2011

INTRODUÇÃO
Quando pessoas de cultura diferente se encontram, destinadas a conviverem pelo resto de suas vidas, é desejável a aceitação de umas pelas outras e a evolução de ambas pelo intercambio de seus conhecimentos. Essa troca e assimilação de experiências se chamam aculturação.
Com a chegada dos Alemães iniciou- se esse processo. Hábitos da cultura dos brasileiros que aqui viviam se misturaram com os dos imigrantes. O convívio pacífico de pessoas humildes e trabalhadores em uma época de desbravamento aconteceram, mas, a vida era mais complicada para os vinham de um país distante com a língua, crenças religiosas, clima e tantos outros fatores díspares.  
“Aos trancos e barrancos” tudo foi se encaixando naturalmente, com o passar dos tempos, os imigrantes alemães se tornaram autênticos brasileiros, contribuindo fortemente para a evolução dessa cidade que adotaram com a alma e com o coração.
É racional que as lembranças de sua terra natal e a saudade, levavam aos imigrantes a permanecer com alguns hábitos e tentar manter ou lembrar suas tradições, principalmente os hábitos alimentares, modo de construir suas casas suas crenças, suas maneiras de comemorar e outros fatores que por si só, jamais prejudicariam o convívio, muito pelo contrário somavam às tradições locais.
Os brasileiros aceitaram e admiraram os novos vizinhos, logo depois, chegaram os italianos, os árabes (os negros aqui já se encontravam) e nossa cidade desenvolveu dentro dessa mistura de valores enriquecidos e extraordinários.
Viajando nessas modestas escritas, vamos caminhando na estrada em que num determinado momento vai passar pelas festas alemãs do Borboleta, mas temos uma longa trajetória a percorrer antes de “tomar um chope e comer um salsichão, e uma floresta negra de sobremesa”.
Temos um trajeto, às vezes glamoroso, muitas vezes melancólico, pois, quem passou por esses caminhos eram pessoas prosaicas e não heróis. Não atravessaram por essas estradas, nobres nem cavalheiros.
São relatos da luta diária que deixaram marcas, registraram decepções e colocaram um véu por cima das manifestações culturais por muitos anos.
Depois de passar pelos folguedos vamos continuar até o registro de alguns imigrantes exemplares, que representam todos aqueles, que mesmo omitidos, são carregados de valores e de orgulho das suas origens.
Alguns amigos da cultura alemã não são esquecidos.
Finalizando, oferecemos a cronologia dos fatos.

PORQUE “ALEMÃES”? A GEOGRAFIA DOS ESTADOS ALEMÃES NA ÉPOCA DA EMIGRAÇÃO
Originários do emaranhado geopolítico, consideramos alemães os imigrantes que pertenciam à nação alemã, unida pela língua, cultura e pela história comum em detrimento do Estado político-administrativo de sua procedência.
A identidade alemã é dada pelo conceito de "Kultur", com todos os seus significados correlatos, que se calca em fatos intelectuais, artísticos e religiosos, refletindo a consciência da nação. Daí porque consideramos alemães os imigrantes que faziam uso da língua alemã pelo direito pelo sangue, direito pela herança. Por esse conceito classifica-se de "alemão" independente do País/Estado onde tenha nascido.
Confederação dos Estados Alemães
 (1815-1866)
Também chamada de Liga Alemã - cuja unidade consistia, essencialmente, no uso do idioma alemão - era, politicamente, muito diversificada: 35 estados independentes e quatro cidades livres. Consistia numa união pouco coesa de estados soberanos. Além da Áustria (até 1866), dela participaram os reinos da Prússia, Baviera, Württemberg, Hannover (sob o domínio do rei da Inglaterra) e Saxônia; os Grão-Ducados Mecklemburg-Schwering-Strelitz, Oldenburg, Hesse-Darmstadt, Saxe-Weimar e Baden; o eleitorado de Hesse-Kassel; os ducados de Brunswick, Nassau, Anhalt-Dessau-Bernburg-Göthen, Saxe-Koburg-Gotha, Saxen-Meiningen-Altenburg-Hildburghausen e Holstein (sob o domínio do rei da Dinamarca); parte dos Países-Baixos (sob a jurisdição do Gran-Duque de Luxemburgo); as quatro cidades-livres de Frankfurt/Meno, Bremen, Hamburgo e Lübeck, somados ainda de um grande número de pequenos principados independentes.
Império Austro-Húngaro (1867-1918) 
Era constituído pela Áustria (grande parte de etnia alemã) e pela Hungria (integrada pelos sérvios, croatas, eslovacos, eslovenos, rutenos e, sobretudo, tchecos - Boêmia e Morávia - e pelos poloneses - Galícia). Ambos os países encontravam-se unidos pela instituição monárquica, representada por Francisco José I, ao mesmo tempo imperador da Áustria e rei da Hungria. Cada país responsabilizava-se pela respectiva administração interna; a fusão, entretanto, configurava-se em questões relativas à política externa, à economia e à guerra que eram regidas por ministérios comuns.

A ESCOLHA DOS ALEMÃES PARA COLONIZAR O BRASIL.
Os portugueses e seus descendentes já estavam no país os espanhóis eram os inimigos no sul, contra os quais se tinha de defender as fronteiras. Os franceses antes atacaram o Rio de Janeiro, tentando fundar ali a França Antártica. Os ingleses também haviam tentado se estabelecer no Brasil, e os holandeses mantiveram o Nordeste ocupado por 24 anos.
A imperatriz Leopoldina era filha do imperador da Áustria, mas era alemã, da dinastia dos Habsburgo.
D. Pedro I admirava o exército da Prússia, região que resultaria posteriormente parte da Alemanha. O Brasil precisava de soldados, pois quem iria defender o Brasil, depois da independência? 
Existe uma teoria que Dom Pedro estava interessado, na verdade nos mercenários, mas para não expor sua intenção, chamou também colonos para povoarem o país.
O Brasil tinha necessidade de substituir a mão de obra escrava, devido às diversas leis em favor da liberdade dos escravos que culminaram na abolição em 1888.        

PORQUE OS ALEMÃES VIERAM PARA O BRASIL?
Ninguém pode dizer exatamente o que motivou essas pessoas emigrarem para o Brasil, com certeza procurava as condições para progredir que não encontravam mais em sua terra Natal.
Os mais jovens, certamente, vinham pelo espírito de aventura outros foram movidos pelo desejo de progredir, de levar uma vida melhor, o que não era possível em seu país naquela época. Nas famílias alemãs, apenas o filho mais velho herdava. Mas era comum terem oito, dez ou até mais filhos.
Possuir terras era um sonho para muitos. E que terras!  Sessenta ou 70 hectares eram uma quantidade impressionante.
As guerras napoleônicas haviam levado miséria e caos à liberdade de crença. Alemanha na época da emigração para o Brasil. As lavouras eram destruídas, casas incendiadas, morte, os homens foram dizimados, as mulheres violentadas pelos soldados.
A região do Rio Reno, de onde emigraram muitos, sempre havia conflitos e guerras.
As benesses oferecidas pelo governo brasileiro foram motivo para os alemães emigrarem.

A PRESENÇA DOS ALEMÃES NO BRASIL
O primeiro "alemão" a chegar ao Brasil foi o astrônomo e cosmógrafo Meister Johann, exercendo a função de náutico de Pedro Álvares Cabral. Natural de Emmerich, atual Alemanha, por ocasião da descoberta, emitiu o "certificado de nascimento do Brasil".
Consta que também o cozinheiro de Pedro Álvares Cabral seria originário da região onde hoje se localiza a Alemanha.
Hans Staden (1525 - 1576), de Homberg, esteve no Brasil e foi quem escreveu o primeiro livro em língua alemã sobre o Brasil.
A imperatriz Leopoldina era filha do imperador da Áustria, mas era alemã, da dinastia dos Habsburgo.

INÍCIO DA EMIGRAÇÂO NO BRASIL - NOVA FRIBURGO OU S. LEOPOLDO?
  Os primeiros imigrantes alemães foram trazidos ao Brasil pelo Rei Dom João VI. Em 1818, o governo autorizou e entre 1819 e 1820, chegaram ao Brasil 261 famílias de colonos suíços, totalizando 1.686 imigrantes.
A sua maioria era composta de suíços de cultura e língua francesa. Estas fundaram o
Município de Nova Friburgo em 1824 dois meses antes de São Leopoldo. No mesmo ano, colonos alemães são mandados para a Bahia.
O outro movimento organizado nessa área foi de imigrantes alemães que também se estabeleceram na mesma região em três de maio de 1824 o que originou a atual cidade de Nova Friburgo no Estado do Rio de Janeiro.
Os escritores do Sul alegam que: Os Suíços que se estabeleceram em Nova Friburgo em 1819/1820 “não eram alemães”, pois vieram onde hoje é a Suíça, portanto eram “Suíços”, para tentarem colocar São Leopoldo como berço da colonização alemã no Brasil com a data de 1824.

COMO SURGIU SANTO ANTÔNIO DO PARAIBUNA (JUIZ DE FORA)
As origens da cidade remontam a época do Ciclo do Ouro, confundem-se com a história de Minas Gerais.
Essa região era habitada pelos índios purís e coroados e foi desbravada com a abertura do Caminho Novo, estrada construída a partir de 1707 para o transporte do ouro da região de Vila Rica até o porto do Rio de Janeiro.
O primeiro povoado surge por volta de 1713 quando uma expedição bandeirante liderada por Garcia Rodrigues Paes Leme, filho de Fernão Dias, o célebre desbravador das terras mineiras, chegou ao lado esquerdo do Rio Paraibuna onde foi construída, mais tarde, a Fazenda do Alcaide-mor, Thomé Corrêa Vasques, genro de Garcia.
A construção desse caminho favoreceu a ocupação do vale onde se encontra o município de Juiz de Fora, dando origem também a outros municípios do entorno.       
O reino de Portugal como forma de retribuir os serviços prestados distribuiu grandes porções de terras (sesmarias), das quais quatro foram cedidas a Garcia .
A sesmaria que correspondeu ao hoje Município foi vendida em 1713 por João Oliveira, seu primeiro proprietário, ao Dr. Luís Fortes Bustamante e Sá, um juiz da cidade do Rio de janeiro. Devido ao cargo que ocupava, a margem direita do rio na região em que surgiu a vila de Santo Antonio sesmaria passou a ser chamada como Sesmaria do Juiz de Fora.
A Fazenda Velha, como foi chamada até a demolição do sobrado da Avenida Garibaldi, tornou-se um dos referenciais da época.
Em 1820 existia oficialmente o povoado de Santo Antônio do Paraibuna.
HEINRICH WILHELM FERDINAND HALFELD
FUNDADOR DA CIDADE

Dois tenentes engenheiros, mercenários, foram trazidos da Alemanha, para formar o "Corpo de Tropas Estrangeiras” do Exército Brasileiro, após a proclamação da Independência. Eram os tenentes Halfeld e Koeler, que foram, respectivamente, fundadores de Juiz de Fora e de Petrópolis.
             Em 1836 Heinrich Wilhelm Ferdinand Halfeld foi nomeado "Engenheiro da Província de Minas Gerais", quando passou a residir na cidade de Vila Rica (Ouro Preto).
Em 1837 Foi designado para construir a Estrada do Paraibuna ligando Vila Rica, então capital Mineira, à Paraibuna, na divisa com o Rio de Janeiro.  
Halfeld aproveitou vários trechos do Caminho Novo durante a execução da empreitada para qual tinha sido contratado, desviando-o, porém, para do Paraibuna.
A estrada foi foi construída no período de 1836 a 1838.
Sua primeira esposa faleceu em Ouro Preto, em 13 de maio de 1839. 
Durante as obras próximas à região de Santo Antonio do Paraibuna ficou hospedado na fazenda do tenente Antônio Dias Tostes e posteriormente em 8 de Janeiro de 1840, casou-se com sua filha, Cândida Maria Carlota, em segundo matrimonio.
Quando Halfeld chegou à essa região  não havia nenhum agrupamento urbano além do Morro da Boiada e a Fazenda do Juiz de Fora.
Com a estrada a região teve um novo  impulso, para a formação do que seria o município, propiciando o surgimento do arraial que em 31 de maio de 1850 foi elevado à categoria de Vila com o nome de Santo Antônio do Paraibuna.
Em 1855 na Vila de Santo Antônio do Paraibuna, havia um total de 4 mil escravos para 2.400 homens livres.
Em 02 de maio de 1856, a Vila tornou-se o município do Paraibuna, recebendo a atual denominação de Juiz de Fora em 1865, proposta pelo Barão de São Marcelino à Assembléia Provincial.
Naquela época, foi iniciado o primeiro planejamento urbano da cidade, ficando a cargo do engenheiro Gustavo Dolt o desenho da primeira planta. Esta se constituía no alinhamento e nivelamento das ruas, na demarcação de praças e logradouros públicos e na previsão do futuro traçado da sua parte central orientando a expansão da cidade, buscando satisfazer as necessidades de saneamento e higiene.

OS ALEMÃES EM SANTO ANTÔNIO DO PARAIBUNA
A maior parte dos primeiros imigrantes alemães em Santo Antonio do Paraibuna eram de camponeses. Mas também vieram muitos artesãos que contribuíram para o início da industrialização.
Em 2 de novembro de 1855, em Hamburgo, na Alemanha, cerca de 150 alemães, os artífices e seus familiares, embarcaram para o Brasil. O veleiro Antílope partiu com destino ao Rio de Janeiro, aonde chegou em 28 de dezembro, após 56 dias de viagem. Dali tomaram um vapor até Estrela, às margens do Rio Inhomirim, nos fundos da baía de Guanabara.
Embora a Companhia União e Indústria tivessem prometido "transporte grátis", os artífices e seus familiares tiveram que seguir a pé, com as mulheres e crianças sendo levadas em carroções.
Seguiram todos pelo Caminho de Estrela, e subiram a serra até Petrópolis e de lá foram para Paraíba do Sul de onde seguiram até o destino final em Juiz de Fora, aonde finalmente chegaram em 7 de janeiro de 1856, sendo recepcionados com grande festa.
Dentre os artífices, havia sapateiros, alfaiates, barbeiros, carpinteiros, pedreiros, parteiras, padeiros, carroceiros, relojoeiros, marceneiros, ferreiros, funileiros, pintores, ferreiros, carpinteiros de carros, serralheiros, entre outros, que foram empregados nas obras de construção e manutenção da Estrada União e Indústria e das Estações de Muda.
No contrato com esse primeiro grupo em 1856, aqui classificado como de artífices, a Companhia União e Indústria se comprometia a pagar as despesas da viagem para o Brasil, empregá-los durante dois anos com salário de 2.000 réis mensais e fornecer alojamento e alimentação durante a vigência do contrato.
Foram instalados no Vilagen que é atualmente a região da Rua Bernardo Mascarenhas e bairro Fábrica.
Esses contratados puderam assim formar uma boa reserva pecuniária. Ao término dos dois anos, estabeleciam-se por conta própria com base na poupança amealhada. Deste grupo saíram os primeiros industriais da Zona da Mata.
Em 1858 vieram os colonos alemães em cinco barcas, todas originárias de Hamburgo com destino ao Rio de Janeiro. No período de maio a agosto, chegaram a Juiz de Fora cerca de 230 famílias num total de 1.162 imigrantes.
Esses colonos obtiveram vantagens menores.
O transporte do Rio até a Colônia Dom Pedro II era gratuito, mas as despesas de viagem da Alemanha ao Brasil eram financiadas pela Cia em 4 anos.
           O salário mensal caía para 1.500 réis, a moradia era garantida por um ano apenas e alimentos e demais produtos necessários eram adquiridos pelo próprio colono.
         Esses alemães ficaram por quase um ano instalados num acampamento na subida do antigo Morro da Gratidão, atual Morro da Glória, ao lado de um lago fétido (largo de S. Roque).
 Enfim foram viver na Colônia agrícola D. Pedro II, que depois foi chamada de “colônia de cima” e após a proclamação da república passou a se chamar Colônia D. Pedro.
A partir de 1860 a Cia iniciou a venda das glebas aos colonos, com financiamento de quatro anos. A partir daí muitos deles tornaram-se mão de obra assalariada para os fazendeiros da região, já como reflexo da Lei do Ventre Livre em 1871.
A meio caminho entre a Vilagen e D. Pedro, surgiu uma nova área populacional conhecida como "Colônia de Baixo" e designada pelos próprios alemães como "Sítio do Borboleta", pois as terras haviam pertencido ao exilado  Uruguaio, Ramirez Mendoza Borboleta.
Em apenas quatro meses, com a chegada dos imigrantes a população da cidade aumentou em 20%.  .

COMO VIVIAM OS IMIGRANTES
O LADO POSITIVO DA COLONIZAÇÃO EM JUIZ DE FORA
Os colonos eram trabalhadores que alem de cumprir com seus compromissos em suas profissões, mantinham uma produção caseira daquilo que necessitavam. Em suas casas havia belos jardins, horta, arvores frutífera e criavam porcos e galinhas.
Suas casas demonstravam a simplicidade de suas vidas, eram aconchegantes, limpas e receptivas. Na frente o jardim com imensa variedade de plantas e de flores, nos fundos a horta com variedade de hortaliças e legumes.
Um costume interessante que trouxeram de suas origens era de era de plantar algumas flores em volta e no meio da horta que funcionavam como barreira de proteção para as pragas.
As galinhas e porcos ficavam em cercados separados mais ao fim do terreno. Muitos criavam vacas, principalmente em S. Pedro.
Assim como na Alemanha, o porco tinha uma forte presença na alimentação e significava fartura, ao abatê-los, tudo se aproveitava: faziam chouriços, branco, com os miúdos e preto com o sangue e redanho; o “queijo de porco” (chúadema era o que se entendia quando pronunciavam Schuwartenmagem) utilizava a banha para cozinhar e a carne era conservada por longo tempo nessa mesma banha e faziam linguiças (A famosa linguiça de Juiz de fora surgiu daí).
Um prato muito comum e delicioso era a “repolhada” que era um tipo de cosido feito com as costelinhas de porco, muito repolho e batatas e ao adaptar para o Brasil era servido com, arroz e angu.
As mulheres alem dos afazeres normais, faziam pães, biscoitos, geleias de frutas, manteiga, queijo e conservas como o chucrute e picles.
Bebiam bastante, fabricavam cerveja (chegamos a ter 8 fabricas funcionando simultaneamente) e muitas vezes tinham que fazer adaptações, pois não encontravam as matérias primas que existiam na Alemanha, por exemplo, fabricavam uma espécie de vinho de laranja. Gostavam muito da cachaça Brasileira.
Os colonos eram alegres e festeiros, gostavam de cantar e de dançar e formaram bandas e corais e faziam bailes aos domingos à tarde em casas de compadres e parentes. Adoravam serenatas e era comum atravessando as estradas da colônia, ouvi-los cantar.
Faziam passeios e piqueniques em áreas livres.
     
O CHUCRUTE E O PÍCLES
Fazer chucrute e picles era uma maneira de preparar os produtos colhidos na época própria e conservar até o inverno, onde era consumido. Isso acontecia na Alemanha, aqui no Brasil não era necessário executar essas atividades, pois durante o ano todo podia se colher de tudo, mas permanecia a tradição e o gosto.
Os colonos, então faziam as conservas no vinagre e utilizavam cenouras, cebola, couve flor, pimentões e outros legumes apropriados que colhiam em suas hortas.
O preparo do chucrute era diferente.  Normalmente se fazia uma boa quantidade de cada vez, vamos dizer 100 quilos de repolho, que depois do processo de conservação poderá reduzir a 30 quilos de chucrute.
Os repolhos têm que ser firmes, sem partes estragadas, sadios, as folhas de cima é removido e o centro é retirado com uma faca cônica. Depois, é cortado em tiras finas e levado para a fermentação.
Em uma barrica de madeira em boas condições se intercala camadas de repolho e de sal grosso, generosamente, pode-se acrescentar kümmel, zimbro, pimenta do reino e cravo da índia, a gosto de cada um.
O tipo de fermentação que transforma o repolho em chucrute é a fermentação lática. Deve haver fartura de sal para evitar a degradação por micro-organismos e facilitar o desenvolvimento das bactérias de fermentação lática.
Depois de completa a acomodação das camadas coloque um pano cobrindo tudo e um tampo de madeira que encaixe por cima do material e uma pedra pesada por cima e então tampe a barrica.
Frequentemente abra a barrica e retire o excesso de água que vai aparecendo. Depois de um tempo o chucrute fica pronto e pode ser retirado aos poucos. Sempre que tirar uma quantidade, lave o pano, coloque novamente por cima, o tampo, a pedra e se tiver seco coloque um pouco de água com sal. Não se impressione o cheiro é terrível.
Antes de refogar para consumir, lave bem o chucrute, não serve para consumir ao natural.

EVENTOS FAMILIARES
Alguns eventos familiares importantes aconteciam quando as famílias e vizinhos se reuniam para executar uma tarefa de maior porte e que acabavam virando uma “festa”. Era o abate de suínos, a fabricação do vinho de laranja. 

VINHO DE LARANJA
(Depoimento do Senhor Helvécio Gollner)
Os alemães fabricavam um vinho feito com laranjas. Porque “laranjas” Provavelmente porque não tinhas maçãs, ou o que usavam em sua terra de origem.
Essa fruta cítrica era abundante e servia para a produção de vinhos. Os colonos não eram modestos na produção. Na época certa descascavam 30.000 laranjas, espremiam em uma prensa de madeira construída para essa finalidade e enchiam 30 “quintos” *de madeira.
 O processo era mais ou menos assim:
Utilizavam um grande tacho para produzir uma calda de açúcar (cristal resultava em vinho branco e mascavo em vinho tinto).
Essa calda era misturada “meio a meio” com o suco, coado, da laranja e essa mistura era inserida nos quintos de madeira que ficavam totalmente vedados. Em um orifício na parte superior era instalado um cano de chumbo, em curva, cuja extremidade era mergulhada em vasilhame com água, de maneira que os gases produzidos pudessem sair e o ar externo não penetrasse.
A fermentação produzia borbulhas, o tempo todo, no recipiente com água e quando isso parasse de acontecer o vinho estava pronto e era engarrafado.
* A MEDIDA QUINTO
Encontrei como referência o “quintal” português que corresponderia a um vasilhame que comportaria 100 quilos (litros?).

VAMOS MATAR O PORCO
              A maioria dos colonos tinha uma criação de porcos no fundo do quintal que eram alimentados com as sobras de comida e um dia esses porcos chegavam ao ponto de abate.
             A família e alguns vizinhos se reuniam e para executar essa tarefa. Matavam o porco que normalmente não tinha menos de 120 quilos, desmanchavam em cortes específicos, derretiam o toucinho.
Para fazer a banha, fritavam as carnes para conservar nessa gordura e fabricavam linguiças, chouriços e chuadema. Esse evento representava fartura para todos os envolvidos.
O LADO CURIOSO DA COLONIZAÇÃO
A maneira “embolada” de falar dos imigrantes e até de alguns descendentes, devido ao sotaque característico, causava situações curiosas no cartório de registro civil.
Ao informar o nome do filho que seria registrado a maneira de dizer acabava mudando os nomes.
Gerson virou Gelso, Anderson se transformou Aderson ou Adelso e assim por diante.
Apareceram, então, nomes como: Adelzeter,Adalto,Gilso.Etc.
 Os sobrenomes também eram grafados de varias formas, por exemplo: Schäefer , Scheffer,Schäfer.
E palavras como Schwartsmagem virou Chuadema.
O LADO TRISTE DA COLONIZAÇÃO EM JUIZ DE FORA         
Os Alemães ao saírem de seu País (ou seja, de seu ecossistema e de seu contexto cultural) e se deslocarem para uma terra estranha, habitada por pessoas de fenotipía, costumes e línguas diferentes e não encontrando aqui o que fora prometido perderam a motivação.
Tinham muita saudade de sua terra natal e muitas vezes não encaravam bem a frustração das promessas não cumpridas e as dificuldades aqui encontradas.
Surgiram as doenças psicossomáticas, fortemente influenciadas pelas diferenças culturais.A cultura pode, até mesmo, decidir sobre a vida e a morte dos membros do sistema.
Surgem doenças, fortemente influenciadas pelos novos padrões culturais a que são submetidos.
Nas Colônias Alemãs de nossa cidade se observava a forte presença de um sentimento de “fraqueza de personalidade”, de apatia, de falta de empenho ou, seja, foram tantas as adversidades que os colonos se “entregaram”.
Apesar da forte personalidade atribuída ao povo alemão a maioria não conseguiu superar a imensa malha de problemas.
O alcoolismo foi uma das consequências, muitas famílias enfrentaram essa situação e em função das dificuldades de sobrevivência, se os homens iam beber, as mulheres passaram a lavar roupas para as famílias mais abastardas do centro da cidade.
Durante um longo período eram comuns as carroças, cheias de trouxas sujas subiam em direção às colônias e depois desciam em direção ao centro com as trouxas de roupa limpa e passada.
DOENÇAS
A PERNA ENROLADA
 “Meu avô Jacob Stephan, faleceu em 1953, depois de amputar uma perna, porque tinha machucado num talo de couve na sua horta” (Luiz Antonio C. Stephan)
 “Era difícil ver um colono que não tivesse perna enrolada” (Elisa Masson Frank).
Esses depoimentos servem para demonstrar um dos males que acometiam os colonos alemães em Juiz de Fora. Feridas nas pernas eram constantes em todas as famílias. O que seria?
Provavelmente seriam varizes, trombose venosa, aterosclerose, diabetes ou hipertensão arterial e localizam-se, na maior parte dos casos, nos tornozelos ou terço inferior das pernas.
A úlcera na perna se desenvolve porque a hipertensão as pessoas ficarem em pé por muito tempo, ocasiona uma isquemia ou deficiência de circulação do tecido gorduroso e da pele. O trabalho duro a que os colonos se submetiam e a alimentação que estavam habituados, no clima frio da Europa e que continuaram a consumir no clima quente com certeza se relacionam com essas doenças.
O sol forte dos trópicos também causava problemas na pele muito branca dos imigrantes.
A presença da febre tifoide e de outras doenças tropicais foi uma constante no período de colonização.
INDÚSTRIAL MINEIRA (A FÁBRICA DOS INGLESES)
O local onde funcionava a Cia. União & Indústria foi cedido em 1882 para a fábrica de tecidos Steele, Morrith & Whytaker, conhecida como “Fábrica dos Ingleses”, mais tarde, “Industrial Mineira” e, finalmente, Companhia Têxtil Ferreira Guimarães.
Existia uma intensa aproximação desse estabelecimento industrial com o bairro. Foi ali que a empresa buscou um número expressivo de empregados e era dali que boa parte dos moradores do Bairro buscou seu alento.
Exatamente depois do fracasso da colonização, como meio de vida, os borboletenses encontraram nessa empresa o seu sustento, era raro encontrar uma família naquela área que não tivesse pelo menos um membro trabalhando lá.
Podemos dizer que a empresa num modelo de produtivo da Era Industrial, próprio da época, encontrou nesse bairro a mão de obra com as características sociológicas que precisavam?
Um povo trabalhador, com características culturais europeias, precisando de sustento, foi um celeiro de colaboradores excelentes e duradouros, com facilidade de treinamento desse pessoal, devido a sua cultura.
Para o Bairro também foi excelente, com certeza teve seu PIB elevado.
Temos notícia de funcionamento de uma escola do SENAI no Borboleta e quem conhece a estrutura dessa entidade sabe que só teria um estabelecimento num local com quantidade expressiva de industriários.
Portanto durante quase um século os colonos e descendentes tiveram um forte relacionamento com a “Fábrica dos Ingleses” que com o nome de Ferreira Guimarães só encerrou as atividades no final do século XX.

A CULTURA INIBIDA
O QUE ACONTECEU COM A CULTURA ALEMÃ?
Alguns fatos surgiram e inibiram fortemente a cultura alemã em Juiz de Fora, que ficou restrita por muitos anos nas casas e na memória das pessoas. Fatores esses ocorridos em função de questão política e de estranhamento, que veremos. 
Em função do que serão expostas, durante longo período essas manifestações foram silenciadas.
OS PROBLEMAS NA IMIGRAÇÃO
O governo alemão proibiu em 1859, um ano depois do início da colonização em Juiz de Fora, a emigração para o Brasil em projetos de colonização devido a diversos problemas:
A viagem era temerária, os emigrantes às vezes tinham de esperar cerca de dois meses no porto de Hamburgo em condições precárias, onde inclusive ocorriam óbitos.
Os passageiros embarcavam nos navios, em viagens que poderiam durar cerca de 3 a 4 meses e as pessoas viajavam espremidas, com alimentação deficiente e má higiene, havendo inúmeros óbitos por causa de epidemia e muitos morriam ao chegar ao Brasil, por causa de doenças tropicais.
Os alemães sofreram para se adaptar ao clima brasileiro, ao idioma e às novas condições de vida primitivas.
Em alguns casos, aqui chegavam e por não estarem suas terras demarcadas, ficavam alojados em prédios ocupados antes por escravos, aguardando durante meses o assentamento em seus lotes por isso surgiam muitas brigas.
O isolamento das colônias também dificultava porque faltava acesso médico para doenças ou partos.
A situação precária para sobrevivência causava muita decepção e desgosto, pois não eram as perspectivas que tinham quando decidiram emigrar. As promessas de que iriam para o "paraíso" aumentavam o sofrimento, quando estavam frente a frente a matas fechadas para derrubarem a machado, onde inclusive as mulheres ajudavam.
A espera pelo cumprimento de promessas como o desenvolvimento da região com a construção de vias de acesso e a promessa de subsídio com dinheiro ou instrumentos de trabalho (ferramentas, sementes, gado, material de construção) não foram cumpridas na maior parte das colônias alemãs.
A liberdade de culto de religião, apesar de declarada, era somente tolerada, pois ia contra a constituição brasileira. Para tanto, os imigrantes protestantes não poderiam construir prédios que tivessem a aparência de igreja, como usando sinos e cruzes.
Em Juiz de Fora as terras recebidas pelos imigrantes eram simplesmente "ingratas": secas e ácidas, sem capacidade de boa produção de alimentos para a própria subsistência. Até descobrirem quão inférteis eram aquelas terras, já haviam investido trabalho, sementes e tempo ao tentar cultivá-las, e entre a espera da colheita e a frustração de não conseguir colher nada, passavam fome.
A Primeira Guerra
Em 28 de Junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono Austro-Húngaro, e sua esposa Sofia, Duquesa de Hohenberg, foram assassinados pelo sérvio Gavrilo Príncipe, que pertencia ao grupo nacionalista-terrorista armado Mão Negra(oficialmente chamado "Unificação ou Morte"), que lutava pela unificação dos territórios que continham sérvios, esse incidente desencadeou os eventos que deram origem à  primeira  guerra mundial
O Império Austro-Húngaro, apoiado por Berlim, tinha atacado a Sérvia em 29 de julho e a Alemanha tinha invadido a Bélgica em 3 de agosto
No dia 5 de abril de 1917 o vapor brasileiro Paraná, um dos maiores navios da marinha mercante, carregado de café, foi torpedeado por um submarino alemão a milhas do cabo Barfleur, na França, e três brasileiros foram mortos. Quando a notícia aqui chegou, poucos dias depois, eclodiram diversas manifestações populares.
O ministro de relações exteriores, Lauro Müller, de origem alemã e favorável à neutralidade guerra, foi obrigado a renunciar. Em todo o Brasil, passeatas foram organizadas com milhares de pessoas que passaram a atacar estabelecimentos comerciais de propriedades de alemães ou descendentes.
Em nossa Cidade documentos foram queimados, registros apagados, tradições esquecidas. Com os alemães do outro lado das trincheiras, os descendentes dos imigrantes alemães sofreram perseguições e precisaram mudar radicalmente suas vidas. No princípio do século eles ainda conversavam em alemão, as escolas ensinavam o idioma, que fazia parte do currículo.
A primeira cervejaria do município Fundada por Augusto Kremer em 1867: a Germânia mudou de nome para Cervejaria Americana em 1914.  O sobrenome Clemens virou Clemente, Um ramo da família Stephan se transformou em Stephanon.

MEDIDAS TOMADAS PELA DITADURA VARGAS
Campanha de nacionalização foi o conjunto de medidas tomadas durante o Estado Novo de Getúlio Vargas para diminuir a influência das comunidades de imigrantes estrangeiros no Brasil e forçar sua integração junto à população brasileira.
Em1938 houve a obrigação do ensino do português, só brasileiros natos podiam ocupar cargos de direção, os professores deviam ser brasileiros natos ou naturalizados e graduados em escolas brasileiras, as aulas deviam ser ministradas em português e foi proibido o ensino de línguas estrangeiras.
Criou-se matéria obrigatória de educação moral e cívica proibição de falar idiomas estrangeiros em público, inclusive durante cerimônias religiosas (o Exército deveria fiscalizar as “zonas de colonização estrangeira”).
As associações culturais e recreativas tiveram de encerrar todas as atividades que pudessem estar associadas a outras culturas.
Também os meios de comunicação foram afetados, com a censura de programas de rádio e as restrições à imprensa em língua estrangeira. Em uma primeira fase os jornais foram obrigados a ter um redator brasileiro (incumbido da censura) e publicar edições bilíngues e artigos patrióticos de autores brasileiros. Depois veio a proibição definitiva, com o desaparecimento da maioria dos jornais e revistas afetados.
Os nomes de ruas, letreiros e cartazes das lojas e fábricas, e o nome de clubes e associações foram afetados.
                  Em 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi intensificada a repressão, com restrições às liberdades individuais: necessidade de autorização para viajar dentro do país; apreensão de livros, revistas, jornais e documentos, com destruição de parte da memória histórica da imigração, e eventual prisão daqueles que não falassem português.

PERÍODO PRÉ- SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
No período anterior a segunda grande guerra na Alemanha existia o Partido Nacional Socialista (nazismo), na Itália: Partido fascista (Fascismo) Em Portugal, Salazar e no Brasil: Partido Integralista Brasileiro (Integralismo). Os Eixistas eram aqueles simpatizantes com ALEMANHA-ITÁLIA E JAPÃO. A ideologia de Hitler encontrou adeptos em vários lugares inclusive no Brasil onde o Presidente Getúlio Vargas que era também um ditador e simpático à causa (o Estado novo getulista).
A década de 30 foi difícil para os alemães no Brasil, não somente por causa da nacionalização de Getúlio Vargas.
Falar alemão em público foi proibido. Em algumas colônias era proibido dizer Guten Morgen (bom dia), ao cumprimentar alguém na rua, havia quem denunciasse isso e o delatado podia parar na delegacia.
A polícia também chegava à casa das pessoas e dava fim em tudo o que estivesse escrito em alemão. Até bíblias foram confiscadas nessa época, e houve quem destruísse aqueles pratos de parede que as famílias alemãs tinham com os dizeres Glaube, Liebe, Hoffnung (Fé, amor, esperança), só para evitar problema.
Havia agentes nazistas que tentaram ganhar adeptos entre as colônias alemãs, mas, daí a concluir que todos os colonos alemães e seus descendentes eram nazistas, não tem cabimento.
SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
A Segunda Guerra Mundial opôs os Aliados às Potências do Eixo, começou em primeiro de setembro de 1939 com a invasão da Polônia pela Alemanha e as subsequentes declarações de guerra da França e da Grã-Bretanha. Tanto a Itália quanto o Japão entraram na guerra pelo lado do Eixo
As demais potências opuseram-se a estes desejos do Eixo e juntamente com a União Soviética, após a invasão desta pela Alemanha, constituíram a base do grupo dos Aliados.
O Brasil acabou participando da Guerra junto aos Aliados porque em fevereiro de 1942, submarinos alemães e italianos iniciaram o torpedeamento de embarcações brasileiras no oceano Atlântico (?), com essas notícias chegando ao grande público começou uma intensa pressão popular.
Esse episódio deixou dúvidas sobre a realidade da época e Brasil foi convencido pelos Estados Unidos a tomar partido pelos aliados em troca da Siderúrgica de Volta Redonda.
Nesse tempo se começou utilizar também no Brasil uma forma de comunicação que despejava propagandas por todos os meio existentes na época: Radio Cinema, cartazes, jornais. Foi a época dos Estúdios Disney lançarem o “Zé Carioca” e também da Carmem Miranda, tudo para ”fazer a cabeça” dos brasileiros.
As tradições alemãs sofreram muito e, onde antes havia bailes, festas, teatro e cantoria, se estabeleceu o silêncio e o medo. Uma geração inteira ficou sem conhecer suas raízes, o que é importante como orientação e para a identidade. Muitos esqueceram o alemão que sabiam, ou nem aprenderam a língua, o que é uma perda irreparável.

O RESGATE DAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS ALEMÃS EM JUIZ DE FORA
O desejo e a necessidade dos descendentes germânicos de reviver e/ou conhecerem a cultura de suas origens ficam evidentes quando se iniciou o resgate das manifestações culturais através da mais simples expressão popular que são as festas Alemãs.  Elas impulsionaram o resgate de outras atividades e estudos históricos sobre a colonização e a vida dos imigrantes e trouxeram vantagens materiais e desenvolvimento para o Borboleta e seus moradores.
Tentativas foram feitas a partir de 1969, mas, em 1990 que deslanchou o processo de desempenhe.
Das colônias a Borboleta se destacou na preservação da cultura Germânica, os descendentes da colônia S. Pedro também sempre se esforçaram na preservação cultural de sua formação de origem, realizam anualmente a “festa da Colheita” no mês de outubro.

CENTRO FOLCLÓRICO TEUTO-BRASILEIRO DE JUIZ DE FORA
Nesse bairro , em 27 de agosto de 1967 ,foi fundado O Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora com a finalidade de promover difundir e incentivar o folclore, o artesanato e cultura alemã.
Sua primeira diretoria foi composta das seguintes pessoas: PRESIDENTE DE HONRA: Itamar Augusto Cautiero Franco/ Presidente: José Emílio Kelper- Vice Presidente: Dirceu Scoralick Secretário: Armando Miterhoffer – Tesoureiro: Ademar Sebastião Haber/ Conselheiros: Ana Ester do Nascimento Schäfer, Maria Dosanjos Itaboray de Oliveira, Célia Maria Rodrigues Scoralick, Erna Schäfer, Célia Renk, Geraldo Wirtz, Lindoufo Munk, Otávio Kirchmaier e Ervindo Ligler.
Também no Borboleta em 27 de junho de 1993, foi criada a Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha

FESTAS ALEMÃS DE 1969/1972/1975
O Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora, em 1969, iniciou uma sequencia de festas alemãs que foram realizadas no adro da igreja de S. Vicente de Paulo no Bairro Borboleta como início de um projeto de resgate da cultura alemã naquele bairro.
Na época deu-se o formato de Festival de Chope onde se comprava um caneco e bebia – se a vontade. A festa era realizada num fim de semana e eram vendidas tortas, pães, linguiças e frios, chouriços e Queijo de Porco e artesanatos.
Era servido o chope José Weiss. E as linguiças e frios foram servidos pela JACOBANA (família Stephan) em 1969 e Os BARTELS em 1972 e1975.
Pessoas vestidas de trajes típicos davam o ar festivo.
As festas paralisaram em função do modelo de festival de chope, que não deu certo, por causa dos abusos e brigas.
Nas festas de 1969 e 1972, além do Te uto, participaram da organização e promoção: o Colégio CNEC através de seu diretor Reinaldo Lalau, a Igreja Luterana e a Igreja Católica.
A comemoração de 1975 foi realizada no adro da Igreja de S. Vicente de Paulo, mas, Organizada pelos Luteranos, Edson Munk e sua esposa Vilma Chofer Munk.

FESTAS ALEMÃS A PARTIR DE 1990 - Declaração de Luiz Antonio Stephan
A oportunidade de realizar uma festa alemã surgiu em meados de 1989 quando o dirigente da Igreja S. Vicente de Paulo, Luiz Chinelato, me procurou no “Stephan” à Rua Batista de Oliveira e relatou a necessidade de terminar diversas obras na igreja, Principalmente o telhado.
Chinelato queria fazer uma festa para arrecadar fundos, não sabia o que e nem como e solicitava sugestões.
Sempre guardei uma afetividade com o Borboleta, ali estava a origem de minha família por parte de pai, haviam lembranças e pessoas relacionadas, seria muito bom reaproximar-me dessa comunidade.
Também guardava, há algum tempo, a ideia de realizar uma festa alemã com a finalidade de iniciar um trabalho de resgate da cultura Alemã em Juiz de Fora.
Expus a ideia que foi aceita de imediato.
A próxima pessoa a aderir foi o então Vereador à Câmara Municipal, José Mauro Krepp que ao tomar conhecimento da proposta, encampou-a, de imediato e com muita emoção.
A sugestão da festa foi levantada a pessoas da comunidade e houve uma boa aceitação. Alguns que tinham participado das festas de 1969/1972/1975 ainda mantinham a lembrança dos problemas que aconteceram naqueles festejos e relutaram.
Propus então fazer um projeto e voltar novamente com a concepção mais aprimorada.
Outras reuniões foram acontecendo durante vários meses, sempre aos sábados à tarde no salão paroquial da igreja onde aconteciam trocas de ideias e informações permitindo o desenvolvimento da criação.
A partir de 18 de junho de 1990 as reuniões passaram a ser registradas em ata do Conselho Pastoral da Igreja de S. Vicente de Paulo:
Nesta, foi oficializada a proposta e apresentei o projeto com as chancelas de Chinelato e José Mauro Krepp.
Estiveram presente: Padre Freitas, Luiz Chinelato, Carlos Rossi, Waldemar kirchmayer, Vicente Clemente, Vagner C. Costa (Vavá) Adilson Chofer, Luiz Antonio Stephan José Mauro Krepp, Dirceu Scoralick, que aderiram ao projeto e marcou a data da festa para 6/7/8-setembro.  
Os participantes resolveram convidar todas as entidades do bairro a participar, a ata foi assinada por Jacir André Hagen
No dia 25 de junho de 1990 na segunda reunião presentes: Padre Freitas, Luiz Chinelato, Carlos Rossi, Waldemar kirchmayer, Vicente Clemente, Vagner C. Costa (Vavá) Adilson Chofer, Luiz Antonio Stephan Jacir Hagen, Sr. Jair (Fundação Espírita Aurílio Braga Esteves), Luiz C. Barbosa e Ocimar Menini (Sport Clube Borboleta) José E. Kelmer, Dirceu Skoralick, Miguel Gomide, Claudio Krepp, Ivan J. De Oliveira (Centro Folclórico Te uto Brasileiro) Maria do Carmo Miteroffer
(Escola Estadual S. Vicente de Paulo) Manuel Quirino (Escola de Samba Borboleta) Salvador Biancovilli (Sociedade Pró- melhoramentos do Bairro) Barcelar (Igreja Luterana) e Dico (conferencias Vicentinas) Onde todos apoiaram e decidiram a participar da festa.

O PROJETO
O projeto levou em conta o potencial cultural do bairro, o que poderia ser produzido pela comunidade, como artesanatos, comidas típicas, apresentação de músicas e danças apropriadas, o espaço físico e a integração de toda a comunidade.
Para o enriquecimento da festa acrescentaram-se novos itens, principalmente no cardápio, que não faziam parte especificamente da cultura desses imigrantes locais.
Eram produtos que se consumia na Alemanha e começavam a ser comercializado em Juiz de Fora, depois de adaptados ao paladar brasileiro, pela empresa fabricante dos Produtos Stephan.
O Joelho de porco defumado (eisbein) - Carré defumado (Kasseler), Salsicha Branca e Salsichão, foram as novidades que surpreenderam a todos e valorizaram o cardápio da festa.
Esse mesmo fornecedor cedeu os outros produtos, esses sim já conhecidos, como:
Frios: Galantina e fiambre com legumes.
-Chouriço Branco (Leberwurst) - Queijo de Porco (Schwatenmagem - chuadema?) - Salsichão - linguiça fina de lombo Linguiça de vinho.
O Goulach (prato de origem húngara e consumido em todo o norte da Europa), também fez parte da carta.
A mostarda escura, novidade, a ser usada no acompanhamento dos pratos foi trazida da Empresa Hemmer, de Santa Catarina.
Os outros Itens foram produzidos pela comunidade, como os acompanhamentos dos pratos: Salada Alemã, Chucrute, pão alemão e picles.
As tortas e Mini tortas, doces, biscoitos, pão alemão, Cucas.
O Apfell Strudel: O original Alemão, com maça e diversas adaptações como Goiabada, banana e coco.
Artesãos da comunidade realizaram trabalhos que para ser comercializados na barraca.  Foram providenciados canecos e botons alusivos à festa e Chapéus Típicos.
BEBIDAS
O Chope claro e escuro foi fornecido pele Antártica, que apoiou o evento, foi vendido refrigerante de todas as marcas e vinhos.           
Definimos que a venda de chope seria em copos individuais para evitar os problemas das festas anteriores.
ESPAÇO FÍSICO
Foi utilizado o entorno do adro da Igreja e o salão em baixo.
A Funalfa montou um palco para apresentações e as barracas de estrutura metálica.
As barracas foram identificadas com nomes de cidades alemãs e decoradas com painéis, na frente, imitando casas alemãs.
Foi instituído um concurso de melhor barraca com distribuição de troféus e concurso de rainha e princesas da festa.
ESTRUTURA
* UM RESTAURANTE COM 100 MESAS
Salão Berlim – Conselho Pastoral da igreja de S. Vicente de Paulo- Wagner Canelas – (Salão debaixo da Igreja) (comidas e bebidas) e bufê de comidas típicas com decoração de frutas.
* 6 BARRACAS DE COMIDAS E BEBIDAS (com 10 mesas cada, mais balcão de atendimento)
-Barraca Bonn – Comunidade Evangélica de Confissão LUTERANA (comidas e bebidas)
-Barraca Frankfurt- SSVP Conferências Vicentinas – José Giovanini (comidas e bebidas)
-Barraca Munique- Fundação Aurílio Braga Esteves –D. Yêda (comidas e bebidas)
-Barraca Hamburgo- G.R.E.E.S. Borboleta – Manuel Quirino (comidas e bebidas)
-Barraca Colônia –Sport Clube Borboleta – Luiz Carlos Barbosa (comidas e bebidas)
-Barraca Stutgard- Conjunto Flamboyant - condomínio (comidas e bebidas)
* BARRACA DE ARTEZANATO
-Barraca Dusseldof- Centro Folclórico Te uto Brasileiro com apoio da Escola Estadual S. Vicente de Paulo- Dirceu D, Célia e professoras da escola estadual.
*BARRACA DDE CHOCOLATES - Barraca Heidelberg – S.P.M. Borboleta.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O SUCESSO DA FESTA
Aprovado o projeto, todas as decisões passaram a ser decididas por um colegiado, embora, cada qual tenha assumido a sua responsabilidade.
COORDENADORES
 Coordenador geral: Luiz Chinelato
Cultural: Professor Dirceu Scoralich
Social -: Miguel Gomide e Rolf Kurt Benda
Relações Públicas: Salvador Biancovilli
Licenças, alvarás e comes e bebes: Luiz Antonio Stephan, Manuel Quirino e Ademir Hansen.
Culto Ecumênico: D. Ieda, Carlos Rossi Walter de Mello.
Coordenador Financeiro: Vicente Clemente.
  COORDENADORES DAS BARRACAS
-Salão Berlim – Conselho Pastoral da igreja de S. Vicente de Paulo- Wagner Canelas – (Salão debaixo da Igreja) (comidas e bebidas)
-Barraca Frankfurt- SSVP Conferências Vicentinas – José Giovanini
-Barraca Munique- Fundação Aurílio Braga Esteves –D. Yêda (comidas e bebidas)
-Barraca Hamburgo- G.R.E.E.S. Borboleta – Manuel Quirino (comidas e bebidas)
-Barraca Colônia –Sport Clube Borboleta – Luiz Carlos Barbosa (comidas e bebidas)
-Barraca Stutgard- Conjunto Flamboyant - condomínio (comidas e bebidas)
-Barraca Dusseldof- Centro Folclórico Te uto Brasileiro com apoio da Escola Estadual S. Vicente de Paulo- Dirceu D, Célia e professoras da escola estadual. (artesanatos)
-Barraca Bonn – Comunidade Evangélica de Confissão LUTERANA (comidas e bebidas)
-Barraca Heidelberg – S.P.M. Borboleta. Salvador Biancovilli
Mais de uma centena de pessoas trabalharam nas barracas.
Toda a comunidade aderiu ao projeto da festa. A participação foi efetiva e ecumênica da imensa maioria dos moradores do bairro Borboleta, durante os preparativos e na execução da festa e o sucesso da mesma se evidenciou no número de frequentadores do bairro e de toda a cidade que ali estiveram durante o evento.
Durante os festejos, havia pessoas com ligações diretas ou afetivas com a cultura Alemã, identificadas com roupas chapéus, botons e outros adereços desfilando orgulhosamente pela festa. 
Foram vistos inúmeros grupos de pessoas, inclusive as mais idosas, revivendo histórias vividas por eles e/ou ouvidas de seus pais e avós.
A Música Alemã Lett Kiss se transformou na “Musica do Trenzinho” e passou a ser símbolo da Festa Alemã.
Foi escolhida a rainha da Festa: Marta Renck e as Princesas: Raquel Munk e Adriana A. Clemente através de “venda” de votos em benefício da Igreja.
   
O FIM DO MURO DE BERLIM”
O Muro de Berlim ("Berliner Mauer" em alemão) foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental.
Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era apoiada pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos e a República Democrática Alemã (RDA), com o domínio dos países socialistas simpatizantes do regime soviético.
Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de atravessá-lo.
O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989, ato inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos.
Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.
FESTA ALEMÃ DE 1991
A festa de 1991 realizada nos dias 6,7 e 8 de setembro de 1991 Com o Tema: ”O IMIGRANTE ALEMÃO DE JUIZ DE FORA” consagrou a de 1990 e a superou em organização e sucesso.
Manteve–se a mesma estrutura da festa anterior, o ecumenismo com a participação efetiva de todas as entidades do Bairro e a participação da comunidade.
Barracas- Bremen: Igreja de Confissão Luterana: Doces, tortas e comidas típicas / Baden: Esporte Clube Borboleta- Comidas típicas/ Hamburgo: Fundação Aurílio Braga Esteves – Comidas típicas/ Saxônia: G.R.E.S. Borboleta- Comidas típicas/Holstein: Conferência de S. Francisco de Paula- Comidas típicas /Baviera: Escola Estadual S. Francisco de Paula- Queijos e vinhos/Essem: Igreja de S. Vicente de Paula- Souvenir, canecos, chapéus e camisas./Hanover: Centro Folclórico Te uto Brasileiro- Bolos, tortas e doces/ Tirol: Sociedade pró-melhoramentos do Bairro Borboleta – chocolates Grenoble/
Salão Berlim: Igreja de S. Vicente de Paula- Bar e restaurante.
Sábado e Domingo foram servidos Almoços típicos no Restaurante da Igreja e em diversas barracas.
Alem das apresentações de dança dos grupos folclóricos Munique e Kinder, da borboleta, tiveram a apresentação da Orquestra de Câmara do Centro Cultural Pró Música e da Banda Teutônica Berlim apresentando o Hino do Te uto.
Pesquisas concluíram que o comparecimento à festa acima de 40.000 pessoas.
Com os resultados da festa a Igreja praticamente acabou de construir o telhado. A receita liquida da festa foi de Cr$ (?) 5.306.490,70

INÍCIO DOS GRUPOS DE DANÇA TIPICA
Nessa festa iniciou-se um trabalho para resgatar a cultura alemã através da dança folclórica. MARIA DAS GRAÇAS SCHÄFER organizou os grupos de dança.
O Grupo de danças Schmetterling foi fundado em 16 de maio de 1990 por MARIA DAS GRAÇAS SCHÄFER e MARIA DO CARMO MITERHOFER, para as crianças e adolescentes com a finalidade de resgatar a cultura alemã através da dança folclórica. Em 16 de Junho foi criado o Grupo de Danças Folclóricas Munique com jovens universitários do bairro, por GRAÇA SCHÄFER, Patrícia Sbazze e Vilmar dos Reis Duque.
 Com a ajuda e boa vontade das senhoras da comunidade, providenciou-se a confecção dos trajes típicos.
Com o sucesso e a experiência adquiridos através das apresentações na festa de 1990, os grupos se organizaram e cresceram e se aprofundaram no estudo da Cultura e no Folclore.
GRUPO DE DANÇA FOLCLÓRICA MUNIQUE
Com o apoio do Centro Folclórico Te uto Brasileiro, Maria das Graças Shäefer reuniu um grupo de adolescentes que , em 16 de Junho de 1990, fundaram o Grupo de Dança Folclórica Alemã MUNIQUE, sob sua coordenação, com os seguintes participantes: Viumar dos Reis Duque, Giselda Alves da Costa, Kelmer Hollerback, Simone Barcelar, Sergio dos Reis Duque, Marinês Biterer, Tadeu Antonio de Aquino Guedes, Maria Ferreira da Cunha, Cristiano Haens, Ana Lúcia Belgo, John Lenon da Silva, Milena Yung Shäefer, Antonio
Santos Tavares, Patrícia da Costa Shazzi, Gilson Carlos Barbosa, Ana Olivia Trevizani Shäefer, Juliano Yung Shäefer, Denise Shäefer Barbosa, Edmar da Silva e Elaine Krepp Delage.
Esses dez casais deram o nome ao grupo em homenagem à cidade de Munique, na Alemanha, onde se promove à tradicional “OKTOBERFEST”
Esse Grupo nasceu independente, sem forma jurídica determinada, mas de forma organizada. Na sua segunda reunião, logo após a festa Alemã de 1990 criou seu próprio estatuto e passaram a tomar suas próprias decisões.
A partir daí foram feitos contatos professores da cultura alemã da cidade de Blumenau, tradicional colônia alemã no estado de Santa Catarina, adquirindo desse contato subsídios para o aprendizado de danças, bem como as músicas que as acompanham e a características da indumentária típica.
Começaram a frequentar cursos e a participar de apresentações de dança Até que no dia 28 de novembro de 1992
Iniciou o movimento de desligamento definitivo do TEUTO e a Criação da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA BRASIL ALEMANHA.
 Em 1992, 1993 e 1994 não houve Festa Alemã.
ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA BRASIL ALEMANHA
Foi oficialmente criada em 18 de maio de 1993 com a seguinte Diretoria: Presidente: Wagner Canelas da Costa/ Vices Presidentes ­Maria das Graças Shäefer, Vilmar dos Reis Duque. Secretários (as): Hilarina Anita Dal Médico, Janio Henrique Segrégio. Tesoureiros: Vilma Shäefer Munk. Conselheiros: Adalto Barra, Ricardo Möller, Luiz Carlos Barbosa, Luiz Antonio Stephan, Sueli Munk Nascimento, Gilson Carlos Barbosa.
Em 12 de Março de 1994 o Munique foi dissolvido e se criou o Departamento de danças Folclóricas da Associação sendo criados os grupos Jovem e Juvenil, cada um com 12 casais. O Grupo de Adolescentes (equivalente á atual categoria Infanto) recebeu o nome de SCHMETTERLING (Borboleta), em homenagem ao nome do bairro. O Grupo Infantil recebeu o nome de KINDER, que significa Crianças, equivalendo ao atual Kinder.
Posteriormente o SCHMETTERLING GERMANISCHE VOLKSTANZGRUPPE formou 08 categorias, sendo elas:
 KINDERGARTEN (4 a 7 anos - KLEINE KINDER (7 a 11 anos)
 GROSSE KINDER (11 a 15 anos) - JURGENDLICHE (15 a 18 anos),
ERWACHSENE (18 a 30 anos) - MANNERTANZ (homens adultos),
HEIMWEH (a partir de 30 anos) - SENIOREN (a partir de 45 anos)

FESTAS ALEMÃS A PARTIR DE 1995.
No feriado de Sete de setembro de 1995 começou o ciclo de festas alemãs sob a organização da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA BRASIL ALEMANHA
A primeira foi realizada de 7 a 10 de setembro de 1995.   A diretoria da Associação estava composta pelas seguintes personalidades: Presidente- Maria das Graças Shäefer/Vice Presidente – Cristiano Hansem/ Secretários- Samuel Lima e Ana Lúcia Belgo/Tesoureiros- Vilma Shäefer Munk, Hilarina Anita Dal Médico.
Dai para frente até os dias atuais não aconteceram mudanças significativas no formato dessa festa durante esses anos, sempre realizadas próximo ao feriado de Sete de Setembro as festas continuam dentro do modelo de criação de 1990.
De uma maneira geral começam com uma “Caminhada da Fraternidade” do Marco até o local da festa, um culto ecumênico e abertura oficial.
As barracas de Comidas típicas e chope e artesanato são licitadas entre pessoas do bairro e algumas permanecem ligadas a entidades.
Sempre aconteceu o tradicional concurso de chope a metro
O SCHMETTERLING GERMANISCHE VOLKSTANZGRUPPE evoluiu bastante e chegaram a diversas categorias: KINDERGARTEN (4 a 7 anos - KLEINE KINDER (7 a 11 anos) GROSSE KINDER (11 a 15 anos) - JURGENDLICHE (15 a 18 anos), ERWACHSENE (18 a 30 anos)-MANNERTANZ (homens adultos), HEIMWEH (a partir de 30 anos) - SENIOREN (a partir de 45 anos
Sempre aconteceram apresentações representando outras culturas manifestações populares e apoio de pessoas ilustres.
  FATOS OCORRIDOS:
- Em 1996 um percalço quase tirou o brilho da festa, na sexta feira, durante o período de montagem, uma violenta tempestade inundou o espaço físico das barracas e impediu o funcionamento naquele dia. Apesar da recuperação nos dias seguintes decidiu-se que a partir daquele ano “a festa sempre começaria na véspera”, ou seja, um dia antes para evitar esses problemas de montagem em cima da hora.
- Em 2009 a festa foi muito prejudicada pelo adiamento por causa da Gripe suína. O Comitê Municipal de Enfrentamento da Influenza determinou o adiamento do segundo semestre letivo na rede municipal de ensino e a transferência de eventos de grande concentração popular para que a partir de 15 de setembro como forma de evitar a disseminação do vírus h1n1.
A comemoração que tradicionalmente acontece no feriado de 7 de setembro só foi acontecer de 1 a 4 de outubro, apesar desse fato,
A festa manteve o sucesso de anos anteriores.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Passamos pela história da colonização, pelas dificuldades, tristezas, decepções e alegrias. Comemoramos com os descendentes dos alemães e os amigos durante quase 20 anos, aproveitando a beleza das festas e a hospitalidade.
Vimos nossos objetivos serem atingidos.
O entusiasmo das festas atingiu um enorme grupo de pessoas que passaram a se dedicar a restaurar a cultura alemã efetivando grupos de dança, escrevendo sobre a colonização Alemã e diversas outras atividades culturais foram aparecendo ao longo dos anos.
O borboleta virou uma vitrine nos meses de setembro e a festa virou uma tradição de Juiz de Fora.
Nesse princípio do século XXI pode concluir que há imensa riqueza nessa história para que sirva de exemplo para as próximas gerações.
Procurem estudar mais a sua cultura, aprofundar essa experiência e aprender com o passado.
Isso serve para todos os povos que vieram para formar esse país maravilhoso.
Seja brasileiro de todo o coração, mas conheçam o seu passado e preservem a memória.  
AS PESSOAS
Alemães, descendentes e amigos da cultura Germânica que se destacaram na formação da cidade de Juiz de Fora e na preservação e/ou no resgate da cultura alemã
Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo (Viena, 22 de Janeiro de 1797 — Rio de Janeiro, 11 de Dezembro de 1826), foi arquiduquesa da Áustria, primeira imperatriz consorte do Brasil, regente do Brasil em setembro de 1821, e, durante oito dias, em 1826, rainha-consorte de Portugal.
Leopoldina pertencia à casa de Habsburgo, a mais antiga dinastia da Europa. Era filha do último imperador do Sacro Império Romano-Germânico Francisco II Casou-se com D. Pedro. Filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina de Bourbon, herdeiro do trono do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves por procuração, na igreja de Santo Agostinho, em Viena. D. Pedro foi representado pelo arquiduque Carlos Luís grande chefe militar, (casariam de novo em 6 de novembro de 1817 no Rio)
Na esteira de D. Leopoldina chegaram os primeiros imigrantes, colonos suíços (alemães) que se fixaram nos arredores da corte, fundando Nova Friburgo e instalando-se na futura Petrópolis, residência de verão do Segundo Império. A partir de 1824, devido à campanha brasileira na Europa organizada pelo Major Schäffer, os alemães chegaram mais numerosos e se instalaram outra vez em Nova Friburgo e nas regiões temperadas das províncias de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, onde a Colônia de São Leopoldo foi criada em sua homenagem. Alguns da Pomerânia foram para o Espírito Santo, vivendo até os anos 1880 em tal completo isolamento que nem falavam português.
Heinrich Wilhelm Ferdinand Halfeld
Em 23 de fevereiro de 1797 nasce em Clausthal-Zellerfeld, reino de Hanôver, Heinrich Wilhelm Ferdinand e chega ao Brasil em 1821, como engenheiro incorporado ao Exército Brasileiro. Em 1836 foi nomeado "Engenheiro da Província de Minas Gerais", quando passou a residir em Vila Rica .
Em 1837 Halfeld foi contratado para construção de uma estrada entre Vila Rica, a capital Mineira e Paraibuna na divisa com o Rio de Janeiro, sua primeira esposa faleceu em Ouro Preto, em 13 de maio de 1839. 
Durante as obras próximas à região de Santo Antonio do Paraibuna ficou hospedado na fazenda do tenente Antônio Dias Tostes e casou-se, com sua filha, Cândida Maria Carlota em 8 de Janeiro de 1840, em segundo matrimonio.
Halfeld aproveitou vários trechos do Caminho Novo durante a execução da empreitada para qual tinha sido contratado, desviando-o, porém, para a margem direita do rio na região em que surgiu o arraial de Santo Antônio do Paraibuna onde planejou a cidade. Halfeld faleceu em 22 de novembro de 1873 com um tiro quando limpava sua arma.
Pedro Maria Halfeld
 Vereador no período de 1853 a 1858.
Henrique Surerus
Em10/04/1860 - Nascia em Petrópolis o industrial Henrique Surerus, que foi vereador à Câmara Municipal e membro do Conselho Consultivo da Prefeitura no período de 1930 a 1936.
George Grande
Em 1865 é Inaugurada a Fundição George Grande (antiga Schiess).
Martim Kascher
Também nesse ano começa a funcionar a Fundição Kascher.
Sebastian Kunz
Em 1860 o imigrante Sebastian Kunz fundou, na Colônia de Cima (Bairro São Pedro), a primeira cervejaria da cidade e do Estado de Minas Gerais, a Cervejaria Barbante, que utilizava o primitivo processo de alta fermentação do milho e, mais tarde, do arroz. Por esse sistema, a fermentação continuava até mesmo após a cerveja engarrafada; formava-se no recipiente uma quantidade de ácido carbônico o suficiente para pressionar a rolha fazendo-a saltar. Para evitar que isso acontecesse, a rolha era amarrada ao gargalo da garrafa com um pedaço de barbante, que conferiu o nome ao estabelecimento.
Augusto Kremer
Em 1867 inicia a produção da Cervejaria Kremer (Augusto Kremer & Cia) ele foi presidente e fundador da Sociedade Alemã de Socorros Mútuos fundada em 16/05/1872, a qual mudou posteriormente sua denominação para Sociedade Alemã de Beneficência.
José Weiss
Em 1878 entrou em funcionamento a Cervejaria José Weiss que funcionou até próximo de 1970.
Irmãos Scoralick
A Cervejaria Borboleta funcionou a partir de 1880.
Irmãos Freesz
Nesse ano também inaugurou a Cervejaria Poço Rico (Irmãos Freesz).
Frederico Winter
Também em 1880, outra Cervejaria iniciou sua produção era a Winter.
Pastor Bernhard Pflüger
O primeiro pastor luterano a dar assistência à comunidade de Juiz de fora, era de Rio Novo, Espírito Santo, o qual assistia a comunidade de Petrópolis na ausência de seu pastor. E era a partir de Petrópolis que o Pflüger assistia os evangélicos de Juiz de Fora.
 Pastor Georg Gottlob Stroele
A assistência pastoral regular se concretizou com a vinda e atuação do P. Georg Gottlob Stroele que morava em Petrópolis, mas realizasse mensalmente uma viagem de trabalho a Juiz de Fora.
Provavelmente o P. Stroele oficiou seu primeiro culto em Juiz de Fora em 28 de agosto de 1862.
Detlef Krambeck, João e Henrique Surerus
 A Comunidade Evangélica Luterana construiu um templo que foi inaugurado e m 30 de junho de 1885. Igreja Luterana (Praça Agassis) sob direção do senhor Detlef Krambeck e seus auxiliares João e Henrique Surerus.
Henrique Meurer e Carlos Otto Halfeld
Em 1886 inaugurou a primeira iluminação pública da cidade com a participação de Henrique Meurer e Carlos Otto Halfeld.
Dr. Cristiano Degwert
Em 25/11/1890 nasceu na Borboleta, um dos fundadores da Escola de Engenharia de Juiz de Fora e diretor da Cia. Mineira de Eletricidade.
Padre Matias Fulkens.
Em 1/01/1893 a capela de Nossa Senhora da Glória era elevada à categoria de Curato, sendo nomeado cura o padre Matias Fulkens.
Carlos Stiebler.
Em 2 /01/1894 Inaugurava-se na Rua do Botanágua n. 127 a
Cervejaria Dois Leões, de sua propriedade .
Guilherme Griese
Em 1899 inaugurou a Cervejaria Estrela.
Pedro Schubert
 No mesmo ano colocou para produzir a Cervejaria Tapera.
João Wriedt, Peter Giese e Detlef Krambeck
Em meados do século XIX, fizeram funcionar o primeiro curtume industrial do Brasil – Curtume Krambeck.
Félix Schmidt
Responsável pelo primeiro transporte público de Minas Gerais – Bondes no fim do Século XIX ou Começo do Século XX .
Irmãos Surerus
No Fim do Século XIX ou Começo do Século XX:
 Montaram uma Casa de Materiais de Construção e de pintura.
João Schröder
No mesmo período passou a funcionar Fabrica de Molas Schröder.
Henrique Griese
 Nessa mesma época montou a Fábrica de Carruagens e Carroças
Frederico Plöterle
Também nessa virada do século funcionou a sua Fábrica de Caramelos e Balas.
Cristhiano Horn
A Fábrica de Caramelos e Balas de Cristhiano Horn funcionava na Rua Halfeld e começou a funcionar na virada do século 19 para o século 20 e terminou com um incêndio nos próximo de 1970.
Augusto Degwert
Fábrica de Caramelos e Balas – A Suíça começou a funcionar nessa virada de século e funcionou até quase o final do século 20.
Otto Loefler
Fábrica de Caramelos e Balas – A Petropolitana.
Hermann Erhardt
Tipografia Brasil.
Frederico Winter
Tipografia Winter.
Paulo Schimitz
Tipografia Schimitz.
Edmundo Schimidt
A terceira fábrica de pregos do Brasil – a “São Nicolau” A primeira fundição de ferro gusa (Pedro Schubert).
Antônio Meurer
Primeira indústria de tecidos de malha de Minas Gerais .
João, Henrique e Oscar Surerus
 Nesse mesmo ano entra em funcionamento o Curtume Surerus.
Antonio Amalio Halfeld
 Vereador de 1901 a 1904.
Adolfo Fassheber
Foi presidente do Conselho Distrital da Cidade em 1892.
Morava na Rua Direita no. 119, e era farmacêutico.
Carlos Stiebler
Em 1907 fundou a Malharia Stiebler.
Waltemberg
Em 1910: entrou em funcionamento a Malharia Waltemberg.
Altivo Halfeld
Vereador de 1911 a 1915.
Mecânica Central
Em 16/03/ 1912  Inaugurava-se a Mecânica Central, da firma Otto & Irmão.
Waldemar Freesz
Em 1913funcionou o Curtume Poço Rico.
Henrique Surerus
 Vereador de 1916 a 1818.
Francisco Faulhaber
Era industrial na cidade e faleceu na Alemanha onde estava a passeio em13/09/1926.
Engenheiro Augusto César Stiebler
Estava trabalhando na Bahia quando faleceu em 28/04/1929.Pai do Futuro presidente Itamar franco.
Cura Vicente Zey
Celebrou a primeira missa no borboleta, dando início das obras da Igreja S. Vicente de Paulo, o altar foi na mesa da copa do Sr. Francisco Xavier Schaeffer-Franz, benzendo solenemente o CRUZEIRO doado pelo Sr. Júlio Menini (Presidente da Comissão), realizando também a primeira festa (festival) em benefício da construção da Capela em 15 de setembro de 1930.
Itamar Augusto Cautiero Franco
Nasceu em 28 de junho de 1930, filho de Augusto César Stiebler Franco (falecido pouco antes do nascimento do filho) e Itália Cautiero. Itamar Franco nasceu a bordo de um navio de cabotagem, um "Ita" da Companhia Nacional de Navegação Costeira, no Oceano Atlântico entre o Rio de Janeiro e Salvador. O registro civil de seu nascimento foi feito na capital baiana, onde sua mãe viúva encontraria abrigo na casa de seu tio.
Sua família era de Juiz de Fora, onde ele cresceu e se formou engenheiro civil em 1955, graduado na Escola de Engenharia de Juiz de Fora. É oficial da Reserva R/2 do Exército Brasileiro pelo NPOR de Juiz de Fora.
Itamar foi casado com Maria Elisa Krambeck Surerus e teve duas filhas.
Dr. Schmidt Elskop, ministro da Alemanha no Brasil.
Em 17/06/1933, depois de uma permanência de vários dias na cidade, em visita oficial, seguia de automóvel para Viçosa, com a finalidade de conhecer a Escola Superior de Agricultura, o Dr. Schmidt Elskop, ministro da Alemanha no Brasil.
Maestro Alexandre Weissmann
Foi diretor da Escola de Música Juiz de Fora e Faleceu em 11/09/1935.
Jacob Stephan e seus filhos: Arlindo, Arnaldo e Jorge
No Final da década de 30/ 1nício de 40entrou em Funcionamento o Açougue Glória na Avenida dos Andradas 936. Funcionou até 1963. Depois de ter 6 filiais esparramadas pela cidade, Era um ponto de referencia na cidade, com a banha Glória e comas linguiças que passaram a ser um símbolo dos mineiros.
Hermann Erhardt
Proprietário da Tipografia Brasil, faleceu em 7/09/1943.
Sr. Olegário Gerhein
Era industrial em Juiz de Fora e faleceu em S. Paulo em 29/04/1962 .
Inácio Halfeld
 Vereador em Juiz de Fora por várias legislaturas entre 1962 e 1984.
Osmar Surerus
Vereador no período de 1962 a 1964.
Arlindo João Stephan
O Açougue Jacobana de Arlindo J. Stephan e seus irmãos Arnaldo e Jorge, iniciaram as atividades em 01 de Agosto de 1964 e se manteve em atividade até 1974.
Dirceu Scoralick
Presidente do Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora a partir 27 de agosto de 1967 (primeira diretoria).Coordenador Cultural da festa Alemã de 1990.
 Armando Miterhoffer
Secretário do Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora a partir 27 de agosto de 1967 (primeira diretoria).
 Ademar Sebastião Haber
 Tesoureiro do Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora a partir 27 de agosto de 1967 (primeira diretoria).
Ana Ester do Nascimento Schäfer, Maria Dosanjos Itaboray de Oliveira, Célia Maria Rodrigues Scoralick, Erna Schäfer, Célia Renk, Geraldo Wirtz, Lindoufo Munk, Otávio Kirchmaier e Ervindo Ligler.
Conselheiros do Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora a partir 27 de agosto de 1967 (primeira diretoria).
 José Marcos Freez
Vereador a partir de 1972 faleceu durante a legislatura num acidente de carro.
Luiz Antonio Caixeiro Stephan
 Sócio do Açougue Stephan a partir de 1974 e Idealizador das Festas Alemãs a partir de 1990. Foi Presidente da Associação Comercial 1985/1987 e Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Juiz de Fora de 1987/1997. Foi diretor do Instituto Cultural Friedrich Von Schiller e da Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha em várias ocasiões.
José Mauro Krepp
 Vereador pela Câmara Municipal de Juiz de Fora de 1985 a 1996 e um dos lideres da festa alemã de 1990/91.
 Maria das Graças Schäfer
Responsável pelo resgate da cultura alemã através da dança folclórica. Organizou o Grupo de danças Munique em 16 de maio de 1990. Foi idealizadora e presidente da Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha.Vice Presidente ­da primeira diretoria .
Rolf Peri Curt Benda
 Único filho da Família Banda a nascer no Brasil foi Diretor do SENAC por 35 Anos (desde sua fundação em Juiz de Fora) e tem extenso currículo de ajuda a inúmeras entidades de Juiz de Fora. Participante ativo do Rotary, Escotismo, entidades assistenciais. Colaborador efetivo das entidades representativas do comércio e indústria e membro da Academia Granberyense de Letras.
Um dos coordenadores Sociais da festa Alemã de 1990.
Hans Ropper
 Fundador do Turneschaft – Clube Ginástico - 1909.
Karl Freckmann
Arquiteto Alemão remodelou a Catedral de Juiz de Fora.
Guilherme Rudger
Autor de rótulos de Litografia de grande qualidade para as indústrias de Juiz de Fora na primeira metade do século XX.
Hermann Mathias Goergen
 Alemão fugido das nazistas na segunda Guerra foi industrial e agricultor em Juiz de Fora.
Entre 1941 e 1964 teve contra si os sentimentos anti germânicos de boa parte da cidade e grandes dificuldades para administrar uma indústria de artefatos diversos, perseguido pela esquerda e pela direita sua indústria fadou ao insucesso.
Na solidão e no ostracismo morou num sítio de terra batida onde cuidou de horta e pomar com metodologia científica e fornecia aos mercados da cidade.
Um dos Criadores da Faculdade de Ciências Econômicas e seu professor por muitos anos
Foi levado de volta para a Alemanha por Johannes Hoffmann, convidado por Adenauer para assumir um ministério, e assumiu da Radio e TV do Sarre sendo posteriormente eleito Deputado Federal na Alemanha. Foi presidente da comissão parlamentar alemã para a América Latina e nunca se afastou do Brasil. Foi sepultado em 9 de maio de 1994 em Bonn , na Alemanha e em sua lápide esta escrito “Aqui jaz um amigo do Brasil” Foi um eterno agradecido ao pais e à cidade que o acolheu como fugitivo da guerra.
Vicente Clemente
 Escritor de Vários livros sobre a colonização em Juiz de Fora. Coordenador Financeiro da festa Alemã de 1990.
Juracy Shaefer
Vereador em Juiz de Fora 2001 a 2004 e colaborador das Festas Alemãs.
Sandro Shaefer
Colaborador efetivo de diversas festas Alemãs.
Professor Newton Barbosa de Castro
Bisneto de Felipe Müller e Cristina Weitzel, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e especialista e conhecedor profundo da imigração Alemã.
Maria Cecília Gollner Stephan Juíza de Direito na Comarca de Juiz de Fora na vara da Infância e Juventude. Exerceu a Magistratura também em Palma e Santos Dumont.
Jaime Stieger
Fábrica de Doce Brasil, tradicional estabelecimento de doces e salgados à Rua Marechal Deodoro.
Roberto Dilly
Diretor do Museu do Banco de Credito Real e Presidente do Instituto Te uto Brasileiro Wiliam Dilly. Novo nome do Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora.
Reinaldo Lalau
Foi mentor e diretor do Colégio CNEC respeitado líder da comunidade. l
Edson Munk / Vilma Chofer Munk
Organizaram a festa de 1975 que foi realizada no adro da Igreja de S. Vicente de Paulo, mas, organizada pelos Luteranos.
Dr. Pedro Peters - O médico dos alemães
Médico morava em S. Pedro e atendia a colônia Alemã e conhecia de perto os problemas de saúde dos colonos.

Dr. Antenor Salser Rodrigues
 Diretor Geral do Instituto Cultural Friedrich Von Schiller 1997/1999.
-Glauco Fassheber: Radialista/Jornalista/ /Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Iniciou a carreira em 1955 na Rádio Industrial de Juiz de Fora, passando posteriormente por diversas rádios em Juiz de Fora e Rio, atuou como Âncora do telejornal Pirelli na antiga TV Rio, foi Locutor Oficial da Presidência da República.
(Barbacena, 23 de junho de 1821. Juiz de Fora, 14 de fevereiro de 1872) foi um engenheiro e político brasileiro, construtor da primeira estrada pavimentada do país - "uma das glórias da engenharia nacional" e "uma das obras mais arrojadas do mundo" a sua época.
Mariano Procópio foi eleito deputado provincial em 1861 e representante de Minas Gerais na Assembleia Geral do Império entre 1861-1864 e 1869-1872. Fundou a Companhia União Indústria, com a qual projetou e construiu a Estrada União e Indústria, ligando Petrópolis a Juiz de Fora.
Fundou a Colônia D. Pedro II (1858) para imigrantes germânicos que vieram trabalhar na construção da rodovia.
Freiras da Congregação das Irmãs de Santa Catarina.
Em 1900: chegam a Juiz de Fora as freiras da Congregação das Irmãs de Santa Catarina e fundaram o Colégio Santa Catarina, a fim de instruir as crianças da Colônia.
Ricardo Guerra
 Empresário Representante da Cerveja Antártica em Juiz de Fora acreditou e patrocinou as festas de 1990 e 1991colaborando para o resgate da Colônia Alemã da borboleta.
Professora Jeanette Dias Rodrigues
Fundadora e mantenedora do Instituto Cultural Friedrich Von Schiller, fundado em 1980. Uma verdadeira amiga e divulgadora da cultura e da Língua Alemã.
Wagner Canelas da Costa
 Primeiro Presidente da Associação Cultural e Recreativa Brasil
Alemanha. Coordenador da barraca Salão Berlim do Conselho Pastoral da igreja de S. Vicente de Paulo- (Salão debaixo da Igreja) (comidas e bebidas) da festa alemã de 1990.
Vilmar dos Reis Duque
Vice Presidente ­da primeira diretoria da Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha.
Hilarina Anita Dal Médico
Uma das Secretárias ­da primeira diretoria da Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha, Posteriormente, foi também presidente da entidade.
Janio Henrique Segrégio.
Um dos Secretários ­da primeira diretoria da Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha
Vilma Chofer Munk
Uma das Tesoureiras  ­da primeira diretoria da Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha, Posteriormente, foi também presidente da entidade.
Adalto Barra, Ricardo Möller, Luiz Carlos Barbosa, Luiz Antonio Stephan, Sueli Munk Nascimento, Gilson Carlos Barbosa. Conselheiros ­da primeira diretoria da Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha.
Salvador Biancovilli
 Presidente da Associação pró – melhoramentos do Borboleta em 1990.
Relações Públicas da festa Alemã de 1990 e Coordenador da barraca Heidelberg, S.P.M. Borboleta.
Luiz Chinelato
Presidente do Conselho da Pastoral da Igreja S. Vicente de Paulo um dos idealizadores e Coordenador geral da festa Alemã de 1990 .
Miguel Gomide
Coordenador Social da festa Alemã de 1990 .
 Manuel Quirino
Líder comunitário do Borboleta, ligado à escola de Samba, foi um dos coordenadores para licenças, alvarás e comes e bebes e coordenador da barraca Hamburgo- G.R.E.E.S. Borboleta o (comidas e bebidas).
Ademir Hansen
Foi um dos coordenadores para licenças, alvarás e comes e bebes e autor do cartaz e folder da festa Alemã de 1990.
D. Ieda
Coordenadora do Culto Ecumênico Representando o Centro Espírita Aurílio Braga Esteves e coordenadora da Barraca Munique- (comidas e bebidas) da festa alemã de 1990.
Carlos Rossi
Coordenador do Culto Ecumênico representando a Igreja de S. Vicente de Paulo da festa alemã de 1990.
Walter de Mello
Coordenador do Culto Ecumênico representando a Comunidade de Confissão Luterana da festa alemã de 1990.
José Giovanini
Coordenador da barraca Frankfurt- SSVP Conferências Vicentinas (comidas e bebidas) da festa alemã de 1990.
Luiz Carlos Barbosa
Coordenador da barraca Colônia do Sport Clube Borboleta (comidas e bebidas) da festa alemã de 1990.
Gilson Chofer Masson
Colaborador em todas as festas alemãs.
Sabrina Munck.
Historiadora formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Professora.
Nilo Sérgio Franck
Presidente da Comissão Organizadora do VI CAAL, realizado na cidade de JUIZ DE FORA, no período de 03 a 05 de setembro de 2008.
Dilza Masson Franck 
Professora e ativista do movimento de resgate da cultura alemã.
Iverson Morandi de Oliveira
Presidente da Associação cultural Brasil Alemanha a partir de 2008 / Vices Presidentes: Adilson Carlos Zaniratto Júnior, Vera Lúcia Schäfer Kirchmair/ Secretários: Geilson Bulhões de Sousa, Lincoln Luiz Weitzel Eiter, Tesoureiros: José Carlos Scheffer, Álvaro Henrique Lopes Campos / Suplentes da Diretoria: Ana Lúcia Belgo,Ena Maria Vilar Müller, Jorge Luis da Silva Martins, Josilene Alves de Carvalho Oliveira, Walter Heins Müller/ Conselheiros: Eliana Cristina de Oliveira Silveira, Maria das Graças Schäfer Neutzling, Viumar dos Reis Duque.


CRONOLOGIA HISTÓRICA
Datas de Fatos importantes com referencia à colonização Alemã de Juiz de Fora.
1500: O primeiro "alemão" a chegar ao Brasil foi o astrônomo e cosmógrafo Meister Johann, exercendo a função de náutico de Pedro Álvares Cabral. Natural de Emmerich, atual Alemanha, por ocasião da descoberta, emitiu o "certificado de nascimento do Brasil".
1500: Consta que também o cozinheiro de Pedro Álvares Cabral seria originário da região onde hoje se localiza a Alemanha.
1525–1576: Hans Staden de Homberg esteve no Brasil e foi quem escreveu o primeiro livro em língua alemã sobre o Brasil.
As origens de Juiz de Fora Remontam a época do Ciclo do Ouro, portanto confundem-se com a história de Minas Gerais. A Zona da Mata, então habitada pelos índios puris e coroados, foi desbravada com a abertura do Caminho Novo, estrada construída em 1707 para o transporte do ouro da região de Vila Rica (Ouro Preto) até o porto do Rio de Janeiro.
Na primeira metade do século XVIII Garcia que era filho de Fernão Dias, o célebre desbravador das terras mineiras, chegou ao lado esquerdo do Paraibuna. Lá foi construída mais tarde a Fazenda do Alcaide-mor, Thomé Corrêa Vasques, genro de Garcia. Depois de abandonada a fazenda se transformou num povoado passando a se chamar Tapera.
Viena, 22 de Janeiro de 1797 — Rio de Janeiro, 11 de Dezembro de 1826: Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo.
1815-1866: Período da Confederação dos Estados Alemães.
1818- D. Jõao VI autorizou a vinda dos primeiros imigrantes alemães para o Brasil.
1819 e 1820: chegaram ao Brasil 261 famílias de colonos suíços, totalizando 1.686 imigrantes iniciando o ciclo oficialmente.

1820: era criado oficialmente o povoado de Santo Antônio do Paraibuna.
23 de junho de 1821: Nasce Mariano Procópio Ferreira Lage (morre em Juiz de Fora em, 14 de fevereiro de 1872) foi um engenheiro e político brasileiro, construtor da primeira estrada pavimentada do país - "uma das glórias da engenharia nacional" e "uma das obras mais arrojadas do mundo" a sua época.
1821: Contratados do major Schaeffer: mercenários trazidos da Alemanha, para formar o "Corpo de Tropas Estrangeiras", no Exército Brasileiro, imediatamente após a proclamação da Independência, através do médico Anton Von Schaeffer, chegado ao Brasil em 1821 e nomeado major da Guarda Imperial, pelo imperador D. Pedro I. Formaram dois batalhões de caçadores e dois de granadeiros. Os contratados, dois tenentes engenheiros, que foram incorporados ao Exército Brasileiro, por não haver uma unidade de engenharia no Corpo de Tropas Estrangeiras: os tenentes Halfeld e Köeler, que foram, respectivamente, fundadores de Juiz de Fora e de Petrópolis.
1824: Alemães em S. Leopoldo. Os escritores do Sul alegam que: Os Suíços que se estabeleceram em Nova Friburgo em 1818 “não eram alemães”, pois vieram onde hoje é a Suíça, portanto eram “Suíços”, para tentarem colocar São Leopoldo como berço da colonização alemã no Brasil.
1836: Halfeld nomeado engenheiro da Província das Minas Gerais
1837: Halfeld designado a construir a nova estrada entre Vila Rica e Paraibuna
1840: O governo brasileiro, por intermédio da Lei Provincial nº 56, de maio de 1840, incentivava a imigração e prometia terras para os estrangeiros A existência deste apoio levou a Companhia União e Indústria a trazer, além da mão de obra especializada, colonos alemães que passariam a viver no Brasil após a construção da estrada.
8 de Janeiro de 1840: Halfeld casa com Cândida Maria Carlota.
31 de maio de 1850: Emancipação política da vila de Santo Antônio do Paraibuna, que pertencia a Barbacena.
1852: Mariano Procópio Ferreira Lage tinha em mãos os recursos financeiros e a autorização imperial para construir a estrada União Indústria (Juiz de Fora- Petrópolis) .
1855: na Vila de Santo Antônio do Paraibuna, havia um total de 4 mil escravos para 2.400 homens livres
7 de janeiro de 1856: Chegam os primeiros alemães em Juiz de Fora – para construir a estrada União Indústria.
2 de maio de 1856 l: Município de Paraibuna.
1858: Os navios que trouxeram os Alemães: O primeiro embarque aconteceu na barca Tee, que saiu da Alemanha em 21 de abril de 1858, com 232 colonos (116 homens e 116 mulheres; do total, 145 protestantes e 87 católicos) para a Companhia União e Indústria, tendo chegado ao Rio em 24 de maio. O segundo aconteceu em 25 de junho de 1858, também no Rio, com a barca Rei: 182 colonos de ambos os sexos. O terceiro desembarque no Rio ocorreu em 25 de julho de 1858, trazendo 285 colonos na barca Gôndola. O quarto, em
29 de julho de 1858, trouxe 249 imigrantes, pela barca Gessner. O quinto e último foi pela barca Osnabrück, que chegou em 3 de agosto de 1858, com 215 colonos.
- Chegam os imigrantes alemães para a Colônia Agrícola D. Pedro II.
-Os alemães que vieram para Juiz de Fora foram os primeiros protestantes a chegar a Minas Gerais.
12/06/1858 - A Câmara Municipal agradecia a Mariano Procópio Ferreira Lage a escolha do distrito da cidade para localização da Colônia Agrícola Dom Pedro II (Colônia de São Pedro).
1859: um ano depois do início da colonização em Juiz de Fora O governo alemão proibiu a emigração para o Brasil, devido a diversos problemas.
10/04/1860 - Nascia em Petrópolis o industrial Henrique Surerus, que foi vereador à Câmara Municipal e membro do Conselho Consultivo da Prefeitura no período de 1930 a 1936.
1860: o imigrante Sebastian Kunz fundou, na Colônia de Cima (Bairro São Pedro), a primeira cervejaria da cidade e do Estado de Minas Gerais, a Cervejaria Barbante, que utilizava o primitivo processo de alta fermentação do milho e, mais tarde, do arroz. Por esse sistema, a fermentação continuava até mesmo após a cerveja engarrafada; formava-se no recipiente uma quantidade de ácido carbônico o suficiente para pressionar a rolha fazendo-a saltar. Para evitar que isso acontecesse, a rolha era amarrada ao gargalo da garrafa com um pedaço de barbante, que conferiu o nome ao estabelecimento.
1861: é inaugurada, com a presença do Imperador D. Pedro II, a estrada União e Indústria, considerada uma das mais modernas do mundo na época. O percurso, de 144 km, ligava Juiz de Fora a Petrópolis e servia para escoar a produção de café.
1861: Mariano Procópio inicia a construção da Villa Ferreira Lage, embrião do que seria posteriormente o primeiro museu histórico de Minas Gerais, o Museu Mariano Procópio.
1861: quando foi inaugurada a Estrada União e Indústria, a arrecadação tributária de Juiz de Fora era a terceira de Minas Gerais.
1865: Fundição George Grande (antiga Schiess).
-Fundição Kascher (Martim Kascher).
19 de dezembro de 1865: A cidade recebeu o nome definitivo de Juiz de Fora.
1867: Cervejaria Kremer (Augusto Kremer & Cia)
1867-1918: Período do Império Austro-Húngaro 
10/01/1865 - Nascia na cidade o Dr. Alfredo Ferreira Lage, criador do Museu Mariano Procópio.
1870: Juiz de Fora se colocava em primeiro lugar na contribuição para os cofres de Minas Gerais. A cidade possuía mais de 170 estabelecimentos comerciais e de serviços.
1872: havia nessa cidade 18.775 escravos para 11.604 livres.
16/05/1872 - Era fundada a Sociedade Alemã de Socorros Mútuos, tendo como presidente o Sr. Augusto Kremer, a qual mudou posteriormente sua denominação para Sociedade Alemã de Beneficência.
1878: Cervejaria José Weiss (José Weiss).
1880: Cervejaria Borboleta (Irmãos Scoralick)
-Cervejaria Poço Rico (Irmãos Freesz).
-Cervejaria Winter (Frederico Winter).
30 de junho de 1885. Igreja Luterana (Praça Agassis) sob direção do senhor Detlef Krambeck e seus auxiliares João e Henrique Surerus, construiu-se um templo que foi inaugurado na cidade e de caravanas procedentes de Petrópolis, Mar de Espanha e Leopoldina, inaugurava-se festivamente a Igreja Luterana da Colônia de São Pedro.
20 de junho de 1886: ocorre a fundação efetiva da Comunidade Evangélica Luterana através da aprovação dos estatutos. Em 1887, a comunidade se tornou autônoma após já terem constituído o presbitério no ano anterior.
- foi inaugurada no município a primeira usina hidrelétrica de grande porte da América do Sul, a Usina de Marmelos, importante marco do setor elétrico do país e grande impulsionadora da indústria na cidade.
-A primeira iluminação pública da cidade (Henrique Meurer e Carlos Otto Halfeld).
25/11/1890 - Nascia na Borboleta, subúrbio da cidade, o Dr. Cristiano Degwert, um dos fundadores da Escola de Engenharia de Juiz de Fora e diretor da Cia. Mineira de Eletricidade.
30 de março de 1891: Academia de Comércio pelo empresário Francisco Batista.
1/01/1893 - A capela de Nossa Senhora da Glória era elevada à categoria de Curato, sendo nomeado cura o padre Matias Fulkens.
2 /01/1894 - Inaugurava-se na Rua do Botanágua n. 127 a Cervejaria Dois Leões, de propriedade do Sr. Carlos Stiebler.
Dezembro de 1894: Igreja da Glória os padres Redentoristas pediram a colaboração do povo da Glória, de São Pedro, do Grama e de Benfica para a construção do convento (residência dos padres). Em outubro de 1895, padres e irmãos mudaram para o convento ainda em obras.
1899: Cervejaria Estrela (Guilherme Griese)
-Cervejaria Tapera (Pedro Schubert).
Meados do século XIX: O primeiro curtume industrial do Brasil – Curtume Krambeck (João Wriedt, Peter Giese e Detlef Krambeck).
Fins do Século XIX e Começo do Século XX:
O primeiro transporte público de Minas Gerais – Bondes (Félix Schmidt).
Construção e materiais de pintura (Irmãos Surerus)
Fabrica de Molas Schröder (João Schröder).
Fábrica de Carruagens e Carroças (Henrique Griese).
Fábrica de Caramelos e Balas (Frederico Plöterle).
Fábrica de Caramelos e Balas (Cristhiano Horn).
Fábrica de Caramelos e Balas – A Suíça (Augusto Degwert).
Fábrica de Caramelos e Balas – A Petropolitana (Otto Loefler).
Tipografia Brasil (Hermann Erhardt).
Tipografia Winter (Frederico Winter).
Tipografia Schimitz (Paulo Schimitz).
Clube de tiro caça e pesca.
 Clube de jogo de boliche (Kegel Club).
Clube de ginástica (Turnerchaft) .
Clube de tênis (Clube D. Pedro II).
A terceira fábrica de pregos do Brasil – a “São Nicolau” (Edmundo Schimidt).
A primeira fundição de ferro gusa (Pedro Schubert).
A primeira indústria de tecidos de malha de Minas Gerais (Antônio Meurer).
1900: A vinda das freiras da Congregação das Irmãs de Santa Catarina. Elas vieram para o município em 1900 e fundaram o Colégio Santa Catarina, a fim de instruir as crianças da Colônia Alemã.
- Curtume Surerus (João, Henrique e Oscar Surerus).
25/07/1901 - Falecia em sua residência, na Rua Direita no. 119, aos 80 anos de idade, o farmacêutico Gustavo Adolfo Fassheber, de nacionalidade alemã, que vivia em Juiz de Fora desde 1860, tendo sido presidente do Conselho Distrital da Cidade em 1892.
1903: nascia o primeiro Colégio das Irmãs Servas do Espírito Santo, o Stella Matutina, que, de 1907 a 1931 serviu como sede da primeira Província brasileira da Congregação.
1907: Malharia Stiebler (Carlos Stiebler).
1910: Malharia Waltemberg (Waltemberg).
16/03/ 1912 - Inaugurava-se a Mecânica Central, da firma Otto & Irmão.
01/09/1912 - Falecia, aos 58 anos de idade, o Sr. Pedro Antônio Freez, sócio-fundador da Cervejaria Poço Rico.
1913: Curtume Poço Rico (Waldemar Freesz).
28 de Junho de 1914: o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono Austro-Húngaro, e sua esposa Sofia, Duquesa de Hohenberg, foram assassinados pelo sérvio Gavrilo Princip, que pertencia ao grupo nacionalista-terrorista armado Mão Negra(oficialmente chamado "Unificação ou Morte"), que lutava pela unificação dos territórios que continham sérvios. Esse incidente desencadeou os eventos que deram origem à  primeira  guerra mundial e consequências na vida dos emigrantes e descendentes em Juiz de Fora.
1915: Fundação do Museu Mariano Procópio, por Alfredo Ferreira Lage. Investidor de imóveis e ações e filho de Mariano Procópio.
-A primeira fundição de ferro gusa (Pedro Schubert).
-A primeira indústria de tecidos de malha de Minas Gerais (Antônio Meurer).
1900: A vinda das freiras da Congregação das Irmãs de Santa Catarina. Elas vieram para o município em 1900 e fundaram o Colégio Santa Catarina, a fim de instruir as crianças da Colônia Alemã.
- Curtume Surerus (João, Henrique e Oscar Surerus).
25/07/1901 - Falecia em sua residência, na Rua Direita no. 119, aos 80 anos de idade, o farmacêutico Gustavo Adolfo Fassheber, de nacionalidade alemã, que vivia em Juiz de Fora desde 1860, tendo sido presidente do Conselho Distrital da Cidade em 1892.
1903: nascia o primeiro Colégio das Irmãs Servas do Espírito Santo, o Stella Matutina, que, de 1907 a 1931 serviu como sede da primeira Província brasileira da Congregação.
1907: Malharia Stiebler (Carlos Stiebler).
1910: Malharia Waltemberg (Waltemberg).
16/03/ 1912 - Inaugurava-se a Mecânica Central, da firma Otto & Irmão.
01/09/1912 - Falecia, aos 58 anos de idade, o Sr. Pedro Antônio Freez, sócio-fundador da Cervejaria Poço Rico.
1913: Curtume Poço Rico (Waldemar Freesz)
5 de abril de 1917: o vapor brasileiro Paraná, um dos maiores navios da marinha mercante, carregado de café, navegando de acordo com as exigências feitas a países neutros, foi torpedeado por um submarino alemão a milhas do cabo Barfleur, na França, e três brasileiros foram mortos. Quando a notícia aqui chegou, poucos dias depois, eclodiram diversas manifestações populares.
3/06/1920 - Falecia na cidade, aos 42 anos de idade, o capitão José Weiss, gerente e coproprietário da Cervejaria José Weiss.
26/12/1921 - Violento incêndio destruía o prédio do Curtume Krambeck na Rua Bernardo Mascarenhas, ocasionando prejuízos avaliados em 450.000$000.
12 de abril de 1923: quando já quase pronta a nova Igreja da Glória, aconteceu um incêndio que destruiu a velha igreja. O alarme foi dado por um Ron Dante da Cervejaria Americana. Ao toque dos sinos acorreu muita gente para ajudar a apagar o fogo; foi chamado o corpo de bombeiros; o prefeito, Dr. José Mariano Procópio, acionou a polícia e tomou outras providências. Não foi possível impedir a total destruição da igreja; salvaram-se apenas as imagens.
24 de agosto de 1924: Igreja da Glória- procedeu-se à inauguração e bênção solene. Os altares, com suas imagens, e o púlpito vieram do Tirol (Áustria). O tabernáculo veio da Bélgica.
13/09/1926 - Falecia na Alemanha, onde se encontrava a passeio, o Sr. Francisco Faulhaber, industrial na cidade.
28/04/1929 - Falecia em Salvador, na Bahia, onde estava residindo, o engenheiro Augusto César Stiebler Franco.
15 de setembro de 1930, Igreja S. Vicente de Paulo – Borboleta -o Cura Vicente Zey celebrou a primeira missa no local (o altar foi na mesa da copa do Sr. Francisco Xavier Schaeffer-Franz), benzendo solenemente o CRUZEIRO doado pelo Sr. Júlio Menini (Presidente da Comissão), realizando também a primeira festa (festival) em benefício da construção da Capela.
28 de junho de 1930: Nascimento de Itamar Augusto Cautiero Franco, filho de Augusto César Stiebler Franco (falecido pouco antes do nascimento do filho) e Itália Cautiero. Itamar Franco nasceu a bordo de um navio de cabotagem, um "Ita" da Companhia Nacional de Navegação Costeira, no Oceano Atlântico entre o Rio de Janeiro e Salvador. O registro civil de seu nascimento foi feito na capital baiana, onde sua mãe viúva encontraria abrigo na casa de seu tio.
Sua família era de Juiz de Fora, onde ele cresceu e se formou engenheiro civil em 1955, graduado na Escola de Engenharia de Juiz de Fora. É oficial da Reserva R/2 do Exército Brasileiro pelo NPOR de Juiz de Fora.
Itamar foi casado com Maria Elisa Krambeck Surerus e teve duas filhas.
17/06/1933 - Depois de uma permanência de vários dias na cidade, em visita oficial, seguia de automóvel para Viçosa, com a finalidade de conhecer a Escola Superior de Agricultura, o Dr. Schmidt Elskop, ministro da Alemanha no Brasil.
11/09/1935 - Falecia o maestro Alexandre Weissmann, diretor da Escola de Música Juiz de Fora.
1938: Campanha de nacionalização foi o conjunto de medidas tomadas durante o Estado Novo de Getúlio Vargas para diminuir a influência das comunidades de imigrantes estrangeiros no Brasil e forçar sua integração junto à população brasileira.
1 de setembro de 1939: Iniciou a Segunda Guerra Mundial com a invasão da Polônia pela Alemanha e as subsequentes declarações de guerra da França e da Grã-Bretanha.
Final da década de 30/ início de 40: Açougue Glória – Jacob Stephan e seus filhos: Arlindo, Arnaldo e Jorge. Até 1963.
Em 1942: com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi intensificada a repressão, com restrições às liberdades individuais: necessidade de autorização para viajar dentro do país; apreensão de livros, revistas, jornais e documentos, com destruição de parte da memória histórica da imigração, e eventual prisão daqueles que não falassem português.
07/09/1943 - Falecia na cidade, aos 76 anos de idade, o Sr. Hermann Erhardt, proprietário da Tipografia Brasil.
1945: Fim da guerra
30/05/1948 - Falecia em sua residência, na Rua Bernardo Mascarenhas no. 1503, o Sr. Eduardo Weiss, proprietário da Cervejaria José Weiss e diretor do Centro Industrial de Juiz de Fora.
10 de agosto de 1958: Marco inaugurado pelo Prefeito Ademar de Andrade em comemoração ao centenário da chegada dos alemães em Juiz de Fora.    Depois de um acidente ficou guardado na prefeitura por muitos anos .
1960: A Universidade Federal de Juiz de Fora foi criada por ato do então Presidente Juscelino Kubitschek, a fim de tornar-se um polo acadêmico e cultural de uma região de 2,5 milhões de habitantes no Sudeste do Estado de Minas Gerais que tem como centro a cidade de Juiz de Fora.
29/04/1962 - Falecia em São Paulo o Sr. Olegário Gerhein, industrial na cidade.
Agosto de 1964: Açougue Jacobana, Irmão Stephan até 1974.
27 de agosto de 1967: Foi fundado O Centro Folclórico Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora.
1969: iniciou uma sequencia de festas alemãs que foram realizadas no adro da igreja de S. Vicente de Paulo no Bairro Borboleta (1969/1972) e próximo à igreja Luterana (1975) Sob patrocínio do Centro Folclórico Teuto Brasileiro de Juiz de fora. Foi à primeira tentativa de resgate da cultura Alemã.
1976: Açougue Stephan até 2009.
9 de Novembro de 1989: O Muro de Berlim começou a ser derrubado no, ato inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.
16 de Julho de 1990:     fundação do Grupo de Dança Folclórica Alemã MUNIQUE, embrião da Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha.
7 de setembro 1990: Inicia o ciclo de festas alemãs que resgata a cultura alemã em Juiz de Fora, Sob Patrocínio da Igreja de S. Vicente de Paulo e apoio Centro Folclórico Te uto Brasileiro de Juiz de fora. Participaram todas as entidades do Bairro. Primeiras apresentações do Grupo de Danças típicas Alemãs Munique.
1990: O MARCO COMEMORATIVO - Na festa de 1990 foi resgatado o marco comemorativo do centenário da imigração alemã que estava no depósito da prefeitura e foi levado para o Borboleta e colocado na entrada do Bairro.   Esse marco, feito em granito, pela empresa Soranço Mármores e Granitos S.A., em pedra negra, foi erigido inicialmente na Praça Agassis e solenemente inaugurado em 10 de agosto de 1958 pelo Prefeito Ademar de Andrade em comemoração ao centenário da chegada dos alemães em Juiz de Fora.   Depois de um acidente ficou guardado na prefeitura por muitos anos e finalmente foi fixado nesse bairro em função da realização da festa.
1990: O OUTRO “MURO” QUE CAIU O OUTRO “MURO” QUE CAIU O Vereador José Mauro Krepp solicitou e o Sr. Luiz Antonio Stephan cedeu um terreno de sua propriedade para refazer a ligação direta entre o bairro Borboleta e S. Pedro através do Morro do Alemão que estava interrompida há muitos anos. Até então, uma volta enorme pela subida do morro do Cristo era preciso para se dirigir de um bairro ao outro. O prefeito Alberto Bejani, imediatamente fez as obras e enfim ligaram os dois bairros de colonização alemã.
1991: A equipe de coordenação da festa: Coordenador Geral: Luiz Chinelato- Coordenador Comercial: Luiz Antonio Caixeiro Stephan- Coordenador Folclórico Cultural: Professor Dirceu Scoralick- Coordenador Financeiro: Vicente Paulo Clemente- Coordenador de Infra Estrutura: Salvador Del Duca- Coordenador Social: José Mauro Kreppe- Coordenador ecumênico. Carlos Alberto Rossi - Coordenadora de Danças Folclóricas: Maria das Graças Schäfer.
27 de junho de 1993: foi criada a Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha.
7 de Setembro de 1995: inicia-se um ciclo de festas alemãs patrocinadas pela Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha.
1997: MERCEDES BENS EM JUIZ DE FORA
No dia 17 de abril de 1996foi anunciada, pela Ministra Dorotéia Verneck a instalação da Mercedes Benz em Juiz de Fora de sua primeira fábrica da América do Sul, dedicada a automóveis de passageiros, o veiculo Classe A     As obras iniciaram em1997.
A fábrica foi inaugurada em 1999sendo i pioneira na adoção de novas técnicas de produção, organização e trabalho em equipe, atingindo um dos mais altos padrões de qualidade entre todas as unidades de automóveis da marca MERCEDES-BENZ no mundo e é vista como uma das mais modernas da indústria automobilística da América Latina. 
31 de Maio de 2000: Desfile de comemoração do Sesquicentenário de Juiz de Fora.  Em 31 de Maio de 2000 aconteceu um belíssimo desfile na Av. Rio Branco, com a participação de 2000 pessoas, para comemorar os 150 anos de emancipação do município. O desfile Cívico Militar contou com 11 alas e na ala dos Colonos se destacaram um sósia de Halfeld com sua esposa e os emigrantes alemães, representado pela Associação Cultural E Recreativa Brasil Alemanha.

COLABORADORA:
MARIA DAS GRAÇAS SHÄEFER

Bibliografia:
-Pagina de Pesquisa de Paulino de Oliveira
-Entrevista de Telmo Lauro Müller
-Os Alemães na Borboleta- Vicente de Paula Clemente
-Site da Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha
-WIKPÉDIA
-História da Família Espeschit (sem identificação do informante)